12 de mai. de 2007

TURQUIA NOVO ATENTADO

2/05/2007 - 14h01
Atentado com bomba em mercado na Turquia deixa 17 feridos
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da Efe, em Istambul

A explosão de uma bomba em um mercado nos arredores da cidade de Izmir, situada ao oeste da Turquia, deixou ao menos 17 feridos neste sábado. Um dos feridos está internado em estado grave, informaram as redes de TV NTV e CNN-Türk. A explosão ocorreu em Bornova, localidade nos arredores de Izmir.

Segundo as TVs, a bomba foi colocada provavelmente em uma bicicleta estacionada atrás das tendas do mercado.

A força da explosão quebrou os vidros das casas próximas e de alguns carros estacionados e danificou as instalações de uma mesquita.

A bomba explodiu de manhã cedo, quando ainda não havia muitas pessoas no mercado. A maioria dos feridos é de comerciantes que estavam abrindo suas tendas.

Nenhum grupo assumiu a autoria do atentado até o momento.

Manifestação

Está marcada para este domingo uma grande manifestação em Izmir, uma das cidades mais importantes da Turquia.

Assim como atos recentes em Istambul e Ancara, centenas de milhares de pessoas devem fazer uma manifestação a favor de uma Turquia laica e contra a islamização do país.

O governador da Província de Izmir, Cahit Kiraç, descartou um elo entre a explosão e a manifestação que acontecerá amanhã na cidade.

"Durante a manifestação, 3.000 policiais zelarão pela segurança. Se for preciso, ocuparemos todas as forças de segurança de Izmir", disse Kiraç.

"Não se trata de um ataque para assustar as pessoas. A explosão visava matar um alvo específico. Felizmente, isso não ocorreu", disse à imprensa o prefeito de Izmir, Aziz Kocaoglu.

A presidente do comitê organizador do protesto de amanhã, Ferda Kardelen, disse que a bomba pretendia "colocar obstáculos a manifestação".

GERRA NO RIO 2

08/05/2007 - 21h01
Tiroteios deixam mais uma pessoa morta na favela da Vila Cruzeiro no Rio
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da Folha Online

Os confrontos entre a Polícia Militar e traficantes na favela da Vila Cruzeiro, no complexo do Alemão (zona norte do Rio de Janeiro) resultaram na morte de mais uma pessoa. De acordo com a PM, um homem, ainda não identificado, foi morto no início da noite desta terça-feira.

Desde o começo da ocupação, há uma semana, cinco pessoas foram mortas na favela e cerca de 30 pessoas ficaram feridas.

De acordo com a PM, o homem foi morto durante uma troca de tiros com os policiais. Ele seria um traficante.

Hoje pela manhã os moradores da favela realizaram uma manifestação contra a ação de policiais militares no local. A ocupação da PM começou no último dia 2 e ainda não tem uma data exata para acabar.

A ação teve início após a morte de dois soldados da PM, há uma semana. Desde o começo da ocupação, quatro pessoas foram mortas na favela e outras 12 ficaram feridas.

Segundo a PM, a manifestação foi pacífica e reuniu 500 moradores, entre idosos, mulheres e crianças. Representantes de comunidades do entorno também participaram. O grupo se reuniu na praça José Lucas empunhando cartazes com inscritos pedindo paz. Os manifestantes seguiram em passeata pela avenida Nossa Senhora da Paz e rua José Moreira, dentro do complexo. Ainda de acordo com a PM, não houve confronto.

Por conta da operação, cerca de 4.480 alunos da comunidade não tiveram aulas nesta terça-feira, segundo a secretaria municipal de Educação. A Associação de Moradores da favela não foi localizada para comentar o assunto.

Apreensão

Por volta das 2h da madrugada de hoje os policiais do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) da PM encontraram um fuzil Springfield 7,62 mm, seis munições e um carregador no largo das Bicas, na Vila Cruzeiro.

Os PMs também encontraram 120 trouxinhas de maconha, 150 gramas de crack e 143 papelotes de cocaína. Eles estavam dentro de um saco plástico e foram encaminhados ao 22º DP (Penha).

Durante a tarde de hoje, uma bomba de fabricação caseira foi apreendida na favela. Também foram encontrados, um carregador e munições para pistolas de vários calibres. Ninguém foi preso.

GERRA NO RIO..DE NOVO??


12/05/2007 - 10h08 Ocupação da PM em favela do Rio já deixou 9 mortos e 33 feridos A ocupação da Polícia Militar na favela da Vila Cruzeiro, no complexo do Alemão, zona norte do Rio entrou no 11º dia neste sábado. Segundo a polícia, não houve confrontos hoje. Os tiroteios entre policiais e traficantes deixaram nove pessoas mortas e 33 feridas. A ocupação teve início após a morte de dois soldados da PM e não têm data para acabar. Entre a noite de quinta (10) e a madrugada desta sexta, dois supostos traficantes foram baleados no local e morreram. O suposto traficante Márcio Greick foi levado ainda com vida ao Hospital Azevedo Lima, em Niterói (Grande Rio), onde morreu às 23h30, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. As forças policiais do Estado não informaram em quais circunstâncias ele morreu. Outro corpo encontrado na Vila Cruzeiro foi o de Armando Carvalho de Moraes, identificado às 16h desta sexta no hospital Getúlio Vargas. Ele foi encaminhado já sem vida ao hospital durante a madrugada, por moradores da favela, também de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde. Ele foi atingido na perna direita por um tiro de fuzil. A suspeita é que ele já estava morto há algumas horas por conta de uma hemorragia não estancada no ferimento. Tiroteio Segundo a assessoria da PM do Rio, policiais e traficantes trocaram tiros por volta das 10h da sexta na favela da Grota, também no complexo do Alemão e vizinha à Vila Cruzeiro. No tiroteio, o aposentado José Alexandre da Silva, 56, foi atingido no braço direito por uma bala perdida. Ele sofreu fratura exposta e até as 16h30 continuava em avaliação no setor de ortopedia do hospital Getúlio Vargas. Na nesta sexta-feira, 4.836 alunos da comunidade ficaram sem aulas por conta da operação, segundo a secretaria municipal da Educação. Estão de portas fechadas por conta dos confrontos entre policiais e traficantes cinco escolas: Juracy Camargo, Monsenhor Rocha, Bernardo de Vasconcelos, São Vicente e Leonor Coelho Pereira, um Ciep (Centro Integrado de Educação Pública), o deputado José Carlos Brandão Monteiro, e três creches: Betinho, Caracol e Carlos Drummond de Andrade.

NOVA ESTRELA


12/05/2007 - 10h24 Grupo acha estrela com 13,2 bilhões de anos na Via Láctea da Folha de S.Paulo Um grupo de astrônomos conseguiu localizar dentro da nossa galáxia uma das estrelas mais velhas cuja idade já foi medida. O fóssil cósmico, batizada com a sigla HE 1523-0901, existe há 13,2 bilhões de anos e é quase tão antiga quanto o Universo, que tem cerca de 13,7 bilhões de anos. A descoberta, descrita na edição de ontem da revista científica "Astrophysical Journal", foi feita por uma equipe internacional de cientistas no ESO (Observatório Europeu do Sul), no Chile. Adolf Schaller/Nasa Ilustração mostra universo jovem com suas primeiras estrelas Ilustração mostra universo jovem com suas primeiras estrelas Usando o VLT (Very Large Telescope), um dos telescópios mais poderosos do planeta, o grupo conseguiu analisar a luz que vinha da estrela para identificar os elementos de que ela é composta e determinar sua idade por meio da análise de sua estrutura. A técnica usada pelos cientistas é a de comparar a quantidade de elementos radioativos mais pesados que existem na estrela. Esses elementos decaem --perdem partículas, formando outros elementos-- a uma taxa de tempo predeterminada e conhecida. Tendo uma boa estimativa de como deveria ser a estrela no momento de seu nascimento e de como ela é agora, é possível estimar a idade do astro. "Surpreendentemente, é muito difícil acertar a idade de uma estrela", disse Anna Frebel, astrônoma da Universidade do Texas, autora principal do estudo, em comunicado à imprensa. "Isso requer medidas muito precisas da abundância dos elementos radioativos urânio e tório, algo que só os grandes telescópios do mundo podem atingir." Esses elementos foram formados pelas explosões das primeiras estrelas que morreram no Universo. HE 1523-0901 é uma estrela de segunda geração, formada a partir desses restos. Com boas teorias sobre o Universo, os cientistas podem estimar qual deveria ser a composição dela no momento de seu nascimento. Relógio cósmico Após medir a "assinatura" da luz da estrela por sete horas e meia no ESO, os cientistas conseguiram determinar não só a diferença de proporção entre urânio e tório, mas também entre urânio e irídio, tório e európio e outros elementos dentro da estrela. Cada uma dessas comparações serve como um "cronômetro" diferente para determinar a passagem do tempo dentro da estrela. Quanto maior o número delas, maior a precisão do estudo. "Até hoje, não era possível medir mais do que um único relógio cósmico para uma estrela", diz Frebel. "Agora, porém, conseguimos fazer seis medidas só para essa estrela." Segundo os cientistas, sua técnica vai ajudar tornar outras medidas mais precisas. "Medidas estelares como essa fornecem um limite mínimo para a idade da galáxia e, conseqüentemente, do Universo", escrevem os pesquisadores. A composição dessas estrelas por sua vez pode dar pistas sobre como era o Universo jovem, com apenas 500 milhões de anos.

MAIS CONFLITOS NO PAQUISTÃO..


12/05/2007 - 14h36 Chega a 27 número de mortos em conflitos no Paquistão Já chega a ao menos 27 o número de mortos em conflitos armados entre ativistas políticos rivais no Paquistão neste sábado. Outras cem pessoas ficaram feridas. Os conflitos surgiram devido a manifestações a favor e contra a suspensão do chefe de Justiça paquistanês Iftikhar Chaudhry, que desde 9 de março vem gerando protestos em todo o país. Rahat Dar/EFE Paquistaneses antigoverno de Lahorea protestam contra violência em Karachi Paquistaneses antigoverno de Lahorea protestam contra violência em Karachi Os confrontos de hoje ocorreram depois da chegada do chefe de Justiça à cidade de Karachi, onde simpatizantes organizaram um ato de apoio. Ele foi suspenso pelo governo, o que revoltou o judiciário e a oposição e detonou o mais sério desafio à autoridade do presidente Pervez Musharraf desde que ele chegou ao poder em 1999. Líderes de oposição afirmam que Karachi foi tomada por simpatizantes do partido que governa a maior cidade do Paquistão, Muttahida Qaumi Movement (MQM). Os manifestantes organizaram uma demonstração contra Chaudhry e o que classificam de "truques políticos" de seus aliados. Após ficar ilhado durante horas do aeroporto de Karachi, Chaudhry optou por retornar a Islamad, de onde chegou hoje. Muitas ruas, incluindo a única que leva até o aeroporto, foram bloqueadas por caminhões, ônibus e contêineres em uma aparente tentativa de atrapalhar a vista do chefe de Justiça. Milhares de soldados paramilitares e policiais patrulhavam a cidade, que é capital da Província de Sindh. Na capital, Musharraf compareceu na noite de hoje diante de dezenas de milhares de seguidores mobilizados pela governista Liga Muçulmana do Paquistão. Ele disse aos manifestantes que está no controle da situação e qualificou de "incidentais" os atos de violência em Karachi. "Isso é terrorismo de Estado. Mas nós não vamos retroceder", disse Sherry Rehman, porta-voz do PPP (Partido do Povo Paquistanês), da ex-premiê Benazir Bhutto. Chaudhry, que chegou na cidade em vôo que partiu de Islamabad, estava na sala vip do aeroporto durante os confrontos. Alerta Oficiais do governo da Província haviam alertado para a possibilidade de violência no local e pediram a Chaudhry que adiasse a viagem. "O chefe de Justiça deveria pensar sobre sua decisão e voltar para Islamabad", havia dito o ministro do Interior de Sindh, Waseem Akhtar. Mian Khursheed /Reuters Iftikhar Mohammed Chaudhry é cercado por simpatizantes Iftikhar Mohammed Chaudhry é cercado por simpatizantes A visita de Chaudhry a Karachi é o último de uma série de protestos pela oposição e advogados que pedem sua reintegração ao cargo. Acusado de "mau comportamento e abuso de autoridade" pelo premiê, Chaudhry nega ter cometido qualquer abuso e se recusa a renunciar. A crise começou na preparação para a eleição geral no país, que contou com uma tentativa de Musharraf, um importante aliado dos EUA, de garantir um novo mandato. Musharraf, que é também o chefe do Exército, quer ser reeleito pelas assembléias nacional e provinciais antes que elas sejam dissolvidas para a eleição geral que ocorrerá no final do ano. Para analistas, seu principal motivo para remover Chaudhry é o desejo de evitar um possível desafio constitucional a seus planos