3 de out. de 2010

GLIESE 581G..SERA UM NOVO PLANETA??





Uma equipe de caçadores de planetas liderada pelos

astrônomos da Universidade da Califórnia em Santa

Cruz e da Instituição Carnegie de Washington anunciou

a descoberta de uma Super-Terra com três vezes a

massa da Terra. O exoplaneta, chamado de Gliese 581

g, orbita uma estrela anã vermelha a uma distância

que o coloca diretamente no meio da “zona habitável”

do sistema, a região ótima que permite ao exoplaneta

sustentar água líquida na sua superfície. Se

confirmado, este mundo pode ser considerado como o

exoplaneta mais parecido com a Terra já descoberto e

o primeiro forte caso de uma exoplaneta

potencialmente habitável.


O que é ‘Habitabilidade’?
Para os astrônomos, um exoplaneta “potencialmente

habitável” é aquele que pode sustentar a vida, mas

não necessariamente um mundo em que os humanos

considerariam um lugar agradável para viver. A

habitabilidade depende de muitos fatores, mas a

presença da água líquida na superfície e a existência

de uma atmosfera consistente estão entre os mais

importantes.

“Nossa descoberta sugere um caso muito convincente

para um planeta potencialmente habitável”, disse

Steven Vogt, professor de astronomia e astrofísica da

Universidade da Califórnia em Santa Cruz. “O fato de

sermos capazes de detectar esse planeta tão

rapidamente e tão perto (20,3 ± 0,3 anos-luz) nos diz

que exoplanetas como este devem ser comuns.”

Estas conclusões foram baseadas em uma longa campanha

com 11 anos de observações através do observatório WM

Keck, no Havaí. “Técnicas avançadas combinadas com os

tradicionais telescópios terrestres continuam a

liderar a revolução da busca por exoplanetas”, disse

Paul Butler, da Carnegie Institution. “Nossa

capacidade de encontrar mundos potencialmente

habitáveis agora está limitada pela disponibilidade

de tempo de telescópio.”

Vogt e Butler lideram a pesquisa de exoplanetas

chamada Lick-Carnegie Exoplanet Survey. Os resultados

da equipe estão relatados em um artigo a ser

publicado no Astrophysical Journal e disponível

online em arXiv.org. Os co-autores são: o associado

de pesquisa do cientista Eugenio Rivera UC Santa

Cruz; o associado Nader Haghighipour, astrônomo da

Universidade do Havaí, Manoa e os pesquisadores

Gregory Henry e Michael Williamson do Tennessee State

University.

O artigo relata a descoberta de dois novos

exoplanetas em torno da estrela anã vermelha Gliese

581 (Gliese 581 f e Gliese 581 g). Isto eleva para 6

o número total de planetas conhecidos ao redor desta

estrela, tornando este sistema o mais rico em

planetas depois do nosso Sistema Solar. Como

observamos aqui no Sistema Solar, os planetas ao

redor de Gliese 581 também têm órbitas quase

circulares.

A super Terra Gliese 581 g
Contudo, o mais interessante dos dois novos

exoplanetas é Gliese 581 g, com uma massa de três a

quatro vezes a da Terra e um período orbital (tempo

que o exoplaneta leva para dar uma volta completa em

tordo do seu sol) com duração estimada cerca de 36,7

dias terrestres. Sua massa indica que ele é

provavelmente um planeta rochoso, com uma superfície

definida e com gravidade suficiente para manter uma

atmosfera consistente, segundo Vogt.

O sistema Gliese 581, localizado a 20,3 (±0,3)

anos-luz de distância da Terra, na constelação de

Libra, tem uma história notável de créditos em

relação a exoplanetas habitáveis. Dois exoplanetas

detectados anteriormente neste sistema residem

justamente nas bordas da sua zona habitável, um no

lado quente (Gliese 581 c) e um no lado frio (Gliese

581 d).
E Gliese 581 d ?
Enquanto alguns astrônomos sustentam que Gliese 581 d

possa também ser habitável se ele possuir uma

atmosfera densa, com um forte efeito estufa para

aquecê-lo, há outros que permanecem céticos. O

exoplaneta recém-descoberto (Gliese 581 g), no

entanto, fica bem meio da Zona Habitável, também

chamada de “Goldilocks Zone”, ou seja, a “Zona de

Cachinhos Dourados”, por causa da história “Cachinhos

dourados e os três ursos”. O Princípio de Cachinhos

Dourados (The Goldilocks Principle) descreve uma

situação em que “somente uma é correta”, de forma

semelhante ao retratado no conto. O conceito

prevalece não só na literatura, mas também na

astronomia e na economia. Um “planeta Goldilocks” não

é demasiado perto nem demasiado longe de uma estrela

para excluir a vida, enquanto uma “economia

Goldilocks” descreve um cenário em que sustentar o

crescimento moderado e inflação baixa é visto como um

mercado que permite que uma política monetária

amigável.



Gliese 581 g:

Entre a noite eterna e o dia permanente
A pequena distância em relação a sua estrela implica

que o exoplaneta está “amarrado” pela gravidade a sua

estrela, o que significa que um lado está sempre

voltado para Gliese 581, banhado com a luz do dia

perpétua, enquanto o lado voltado para o lado

contrário permanece em eterna escuridão. Um dos

efeitos da rotação sincrônica é estabilizar os climas

da superfície do planeta, de acordo com Vogt. A zona

mais habitável na superfície do planeta deve ser a

linha entre a sombra e a luz (que os astrônomos

chamam de “Terminator”, em inglês), onde as

temperaturas de superfície diminuem na direção do

lado escuro e aumentam na direção do lado eternamente

banhado pela luz da estela Gliese 581.

“Qualquer forma de vida emergente teria uma grande

variedade de climas estáveis para se estabelecer e

evoluir em volta, dependendo da longitude”, disse

Vogt.

Os pesquisadores estimam que a temperatura média da

superfície do planeta se situa entre -31 e -12 graus

Celsius na zona chamada de “Terminator”. Por outro

lado as temperaturas verdadeiras poderão variar do

extremamente quente no lado voltado para a estrela

até o muito frio no lado de noite permanente.

Gravidade agradável em uma super Terra
Se Gliese 581 g possuir uma composição rochosa

semelhante à da Terra, seu diâmetro pode ser estimado

entre cerca de 1,3 a 1,5 vezes o da Terra. A

gravidade na superfície seria praticamente a mesma ou

ligeiramente maior que a da Terra, de modo que um

astronauta (com roupas bem leves, é claro) poderia

caminhar sem maiores problemas ereto sobre o planeta,

disse Vogt

Gravidade agradável em uma super Terra
Se Gliese 581 g possuir uma composição rochosa semelhante à da Terra, seu diâmetro pode ser estimado entre cerca de 1,3 a 1,5 vezes o da Terra. A gravidade na superfície seria praticamente a mesma ou ligeiramente maior que a da Terra, de modo que um astronauta (com roupas bem leves, é claro) poderia caminhar sem maiores problemas ereto sobre o planeta.

Dados de Gliese 581 g:

Massa: 3,1 a 4,3 M⊕
Raio (r): 1,3 a 1,5 R⊕ (se sua densidade/composição for similar a da Terra)
Gravidade na superfíce: 1,1 a 1,7 g
Período orbital: 36,652 (± 0,052) dias (terrestres)
Distância da sua estrela: 0,14601 (± 0,00014)

24 de set. de 2010

GRANIZO EM SÃO PAULO ...UM PRELÚDIO DE NEVE NO FUTURO??



Tempestade de granizo em Guarulhos

As ruas da região central da cidade ficaram cobertas de gelo e em alguns pontos houve alagamentos


Uma tempestade de granizo que durou aproximadamente 25 minutos mudou a paisagem de Guarulhos na tarde desta terça-feira (21). As ruas do centro ficaram cobertas de gelo e em alguns pontos houve alagamentos.

Na avenida Tiradentes, principal via da cidade, no cruzamento com a rua Nilo Peçanha, os veículos não trafegavam por causa das águas que se concentravam no local. Na avenida Emílio Ribas, outra importante via da cidade, os veículos trafegavam em baixa velocidade por causa do grande número de granizo na pista.

A previsão inicial de chuva em Guarulhos para esta terça-feira, segundo fontes meteorológicas, era de 5 mm. No entanto, a tempestade de granizo provou aumento considerável no volume de água: foram 27 mm - cinco vezes mais do que o previsto.

Ocorrências

De acordo com a Defesa Civil, até as 18h50 foram registradas 17 ocorrências no município, mas nenhuma envolvendo vítimas. Foram chamados de destelhamento de casas, alagamentos em algumas vias, queda de árvores e transbordamento de córregos.

A Defesa Civil enviou equipes aos locais atingidos e permaneceu monitorando todos os pontos críticos.

Os principais bairros afetados foram: Vila Rosália, Jardim Tranquilidade, Gopoúva, Vale dos Machados, Picanço, Recreio São Jorge, Vila Augusta, Jardim Flor da Montanha, Santa Mena, Vila Endres e Jardim Santa Maria.

A prefeitura de Guarulhos, por meio de 10 caminhões que realizaram pelo menos 40 viagens, retira o gelo acumulado em 14 bairros devido à chuva de granizo que caiu sobre a cidade na tarde de terça-feira. Segundo a Defesa Civil, até as 12h desta quarta-feira, 59 ocorrências foram registradas. A maioria envolve destelhamento de residências, alagamentos e quedas de árvores e galhos. Os bairros mais afetados são Jardim Tranquilidade, Gopoúva, Vila Galvão e Picanço. Não há registro de pessoas feridas.

De acordo com a Defesa Civil, a previsão inicial de chuva na cidade, segundo meteorologias, era de 5 mm. Com a tempestade de granizo, que durou cerca de uma hora, a precipitação foi de 27 mm.

A chuva que caiu sobre a Grande São Paulo causou alagamentos e congestionamentos. Durante o dia, houve seis pontos de alagamento na capital por conta da chuva, mas, por volta das 18h30, todos já estavam inativos.

Em São Paulo, moradores relataram granizo nos bairros da Penha, Tatuapé, Vila Maria, Liberdade, e na região do aeroporto do Campo de Marte.

8 de set. de 2010

O DESPERTAR DE UM VULCÃO



DEPOIS DE 400 ANOS



Vulcão na Indonésia entra em erupção após 400 anos
O vulcão Monte Sinabung, localizado no oeste da Indonésia, começou a expelir lava e areia neste domingo, marcando sua primeira erupção em mais de 400 anos. A última vez que o Monte Sinabung entrou em erupção foi em 1600, portanto os estudiosos não conhecem seu padrão de erupção, mas monitoram de perto as atividades no local.



De acordo com um especialista do governo em vulcões, o Monte Sinabung, na província de Sumatra do Norte, começou a dar sinais de vida há alguns dias e a pequena erupção desta manhã está praticamente encerrada. O vulcão expeliu areia e cinzas a uma altura de 1.500 metros, mas a lava se concentrou apenas nas proximidades da cratera, sem causar danos maiores.


A retirada de pessoas na encosta da montanha teve início na sexta-feira, assim que os primeiros sinais de atividade foram detectados. Cerca de 10 mil pessoas que deixaram suas casas foram abrigadas em prédios do governo, templos religiosos e outros locais em duas cidades próximas. O governo distribuiu 7 mil máscaras para os refugiados e montou cozinhas públicas, disse Priyadi Kardono, porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres.

A Indonésia, maior arquipélago do mundo, está localizada sobre o chamado "anel de fogo", um arco de vulcões e falhas geológicas no Pacífico


Mais de 20 mil desalojados por conta de vulcão na Indonésia


Sumatra (Indonésia) - O Monte Sinabung, que entrou em erupção pela primeira vez em 400 anos, segue expelindo lava nesta terça-feira. Mais de 20 mil pessoas foram retiradas dos locais mais próximos ao vulcão, por medida de segurança. Duas pessoas morreram vítimas de ataques cardíacos. A fumaça do vulcão já chega a 2 mil metros de altura.
Apesar da atividade do Sinabung ter diminuído, os especialistas mantêm a vigilância por não dispor de um padrão de comportamento do vulcão, cuja última erupção registrada é do ano de 1600.


De acordo com o Centro de Vulcanologia da Indonésia, o escritório de proteção civil enviou para a região dúzias de caminhões, ônibus e ambulâncias para evacuar os moradores de 17 aldeias.

As autoridades retiraram pelo menos 10 mil pessoas nas zonas altas nas encostas do vulcão de 2.460 metros e as levaram a refúgios temporários, numa zona predominantemente agrícola. Elas foram orientadas a permanecer nos refúgios por uma semana, segundo autoridades locais.

O Monte Sinabung entrou em erupção perto de meia-noite (horário local) de domingo após emitir estrondos por vários dias, provocando pânico entre os moradores.

A Indonésia, que fica sobre o chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma área de grande atividade sísmica e vulcânica, abriga mais de 400 vulcões, dos quais pelo menos 129 continuam ativos e 65 estão qualificados como perigosos.

27 de jul. de 2010

A CIENCIA DESCOBRE A MAIOR ESTRELA DO UNIVERSO






NOVA ESTRELA NO UNIVERSO??? SÓ PARA NÓS...






Uma bola de gás a ‘passear’ por uma galáxia vizinha pode ser a maior estrela descoberta até hoje. A estrela chama-se R136a1 e brilha dez milhões de vezes mais do que o Sol. À superfície, a sua temperatura é de 40 mil grau
Mais um passo na descoberta do universo foi dado hoje. Os cientistas divulgaram a descoberta daquela que pode ser a maior estrela conhecida até hoje do universo.

A R136a1 pesa, segundo os especialistas citados pela Associated Press (AP), cerca de 320 massas solares, ou seja, praticamente o dobro das estrelas até agora conhecidas.

A luminosidade da mais recente descoberta é gigantesca. Segundo a AP, a R136a1 tem uma luminosidade, praticamente, dez milhões de vezes superior à do Sol.

Segundo o astrofísico Paul Crowther, citado pela agência noticiosa, as estrelas «nascem pesadas e vão perdendo peso à medida que a sua idade avança». Ainda de acordo com este especialista, a R136a1 está a meio do seu ciclo de vida e já passou por uma significativa redução de peso.

20 de mai. de 2010

CÉLULA SINTÉTICA




Washington, 20 mai .- Geneticistas americanos anunciaram hoje que, pela primeira vez, produziram uma célula controlada por um genoma sintético, um passo que aproxima a ciência da criação de vida artificial.


"Esta é a primeira espécie autoduplicável no planeta cujo pai é um computador", disse, em entrevista coletiva, Craig Venter, um dos geneticistas mais famosos do mundo.

Há décadas cientistas de todo o mundo manipulam genes de animais e plantas, mas é a primeira vez que alguém altera o genoma completo.

Os autores da façanha, que publicaram a pesquisa na edição de hoje da revista "Science", replicaram no laboratório o genoma da bactéria Mycoplasma mycoides, ao qual adicionaram uma sequência de DNA com um endereço de internet, para revelar os mistérios de seu experimento.

Em seguida, inseriram o genoma na bactéria Mycoplasma capricolum, da qual tinham retirado anteriormente grande parte de sua informação genética.

O novo genoma passou a controlar a célula, que começou a produzir as proteínas que o DNA transplantado pedia.

"Esta é a primeira célula sintética feita e a chamamos de sintética porque é totalmente derivada de um cromossomo sintético", disse Venter.

Na verdade, apenas o genoma é sintético, enquanto o restante da célula é natural.

O objetivo final dos investigadores é instalar em uma bactéria um genoma criado em laboratório que ordene a realização de trabalhos úteis para o ser humano.

A Synthetic Genomics, companhia fundada por Venter, já conta com um contrato no valor de US$ 600 milhões com a petrolífera Exxon Mobil para produzir algas que absorvam dióxido de carbono e gerem biocombustíveis.

A façanha abre a possibilidade de eventualmente criar uma espécie artificial, com toda a carga ética que isso implica.

"Este é um passo importante, tanto cientificamente quanto filosoficamente. Certamente mudou minhas opiniões sobre a definição da vida e como funciona a vida", afirmou Venter, que ficou famoso em 2000 por ser um dos primeiros cientistas a sequenciar o genoma humano.

Sua equipe tem o objetivo agora de sintetizar "a célula mínima que contenha apenas os genes necessários para sustentar a vida em sua forma mais simples"