27 de abr. de 2009

GRIPE SUINA O NOVO VIRUS


Surto de gripe suína naS AméricaS




Gripe suína ja matou 103 no México
Um surto de gripe suína cujos primeiros casos ocorreram no México em meados do mês de março[2], vem se espalhando pela América do Norte, atingindo em pouco tempo além do México, os Estados Unidos e Canadá. O vírus foi identificado como Influenza A, subtipo H1N1, uma variante nova da gripe suína para a qual não existe uma vacina. Ele contém ADN típico de vírus aviários, suínos e humanos, incluindo elementos dos vírus suínos europeus e asiáticos. Os sintomas da doença são o aparecimento repentino de febre, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação nos olhos e fluxo nasal.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou em 25 de Abril que a epidemia é um caso de "emergência na saúde pública internacional", significando que os países em todo o mundo deverão acentuar a vigilância em relação à propagação do vírus.[3] No dia 27 de Abril a mesma organização elevou o nível de alerta pandémico para 4[4][5], o que significa que se verifica transmissão pessoa a pessoa, com risco de surtos localizados.
Pandemia

Casos de Contaminação por Gripe Suína


País Casos Laboratoriais Confirmados Outros Casos Possíveis*

Mortes por Casos Confirmados Mortes por Casos Possíveis* Referências
México 26 1995 20 149 [11][12][13][14]
Estados Unidos 40 100+ 0 0 [15][16][17]
Canadá 6 20+ 0 0 [18][19]
Reino UnidoReino Unido 2 14 0 0 [20][21]
Espanha 1 35 0 0 [22][23]
Nova Zelândia 0 111 0 0 [24]
Colômbia 0 12 0 0 [25]
Austrália 0 7 0 0 [26]
Bélgica 0 6 0 0 [27]
Suécia 0 5 0 0 [28]
Suíça 0 5 0 0 [29]
Dinamarca 0 4 0 0 [30]
Bandeira da AlemanhaAlemanha 0 3 0 0 [31]
Bandeira do BrasilBrasil 0 3 0 0 [32][33][34][35]
França 0 3 0 0 [36]
Irlanda 0 3 0 0 [37]
Noruega 0 3 0 0 [38][39][40]
República Tcheca 0 3 0 0 [41]
Israel 0 2 0 0 [42]
Costa Rica 0 1 0 0 [43]
Itália 0 1 0 0 [44]
Peru 0 1 0 0 [45]
Polônia 0 1 0 0 [46]
Total 76 2337+ 20 149
(*) Não referem-se necessariamente à gripe suína; sintomatologia idêntica (o que leva a acreditar), porém, não confirmada.

A Organização Mundial da Saúde teme uma possível pandemia por parte do novo vírus. A diretora geral da organização, Margaret Chan, que retornou de forma antecipada a Genebra de uma visita aos EUA para estar à frente do grupo de especialistas que estudam se há a necessidade de declarar uma emergência sanitária mundial. "Um novo vírus é o responsável por esses casos no México e nos EUA. Estamos muito preocupados, é uma situação muito grave que deve ser vigiada muito de perto", disse ela. "A situação está evoluindo muito rapidamente e é imprevisível", acrescentou. Embora a organização ainda não tenha declarada a epidemia como um perigo mundial, Chan afirmou que "se trata claramente de um vírus animal transmitido ao homem, e isso tem um potencial pandêmico, porque está infectando as pessoas". No entanto, esclareceu que não é possível dizer por enquanto se haverá epidemia. Ela disse que o comitê de emergência da entidade, reunido em Genebra, "examinará uma série de questões e possivelmente emitirá recomendações temporárias" para resguardar a saúde pública, as quais podem ir desde conselhos para viagens a restrições comerciais. Embora Chan tenha dito que não houve identificação de outros focos da doença fora do México e dos EUA, afirmou que a organização pediu a todos os países para que alertem imediatamente caso registrem casos anormais de pneumonia ou de gripe fora da estação habitual ou dos grupos que costumam ser mais afetados, como crianças e idosos. Chan também desmentiu que muitos trabalhadores do setor de saúde tenham sido contaminados pela doença. "No México, há dois trabalhadores do setor de saúde que contraíram a doença, e nossos especialistas estão estudando, com as autoridades mexicanas, em que circunstâncias isso ocorreu", ressaltou.

O que mais preocupa à OMS e que a faz julgar que pode virar uma enfermidade de risco pandêmico, é que já houve casos em que o vírus foi transmitido de pessoa para pessoa. "Ainda é cedo para dizer se há uma relação" entre este vírus e o da gripe espanhola de 1918, que matou mais de 25 milhões de pessoas. Entretanto, lembrou que "há semelhanças porque, assim como neste caso, os mais afetados são os adultos jovens com boa saúde". Segundo um documento divulgado pela OMS, o perigo da epidemia mundial reside no fato de que "a maioria das pessoas, especialmente todos aqueles que não têm contato regular com porcos, não estão imunizados frente aos vírus suínos". "Se um vírus suíno estabelece uma transmissão efetiva de humano a humano, pode causar uma pandemia de gripe, cujo impacto é difícil de prever", acrescenta.

Chan disse na entrevista coletiva que o vírus é sensível ao remédio Tamiflu, o mesmo que usado contra a gripe aviária, e assinalou que México e EUA têm reservas suficientes do medicamento.

Tarde demais

Os centros para controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) disseram ser tarde demais para conter a doença no país pela vacinação, tratando e isolando pessoas. "Há coisas que nós vemos que sugerem que a contaminação não é muito provável", ele disse. Ele declarou que os casos nos EUA e no México provavelmente são o mesmo vírus. "Até agora, os elementos genéticos que analisamos são os mesmos". Mas Besser disse que não está claro por que os vírus causaram tantas mortes no México e uma doença branda nos EUA


OQUE VEM A SER A GRIPE SUINA



O que é a gripe suína?
É uma doença respiratória que atinge porcos causada pelo vírus influenza tipo A, que tem diversas variantes. Algumas das mais conhecidas são a H1N1, a H2N2 e a H3N2.

O atual surto, que teve início na América do Norte, é provocado por uma versão mutante do vírus H1N1 capaz de infectar humanos e se propagar de pessoa para pessoa.

Quão perigosa é a gripe suína?
Os sintomas da gripe suína em humanos parecem ser semelhantes aos produzidos por gripes comuns, sazonais. Esses sintomas incluem febre, tosse, garganta inflamada, dores pelo corpo, sensação de frio e fadiga.
A maioria dos casos registrados até agora no mundo parecem ser brandos, mas no México foram registradas várias mortes.

Esta doença no México é um novo tipo de gripe suína?
A Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou que alguns dos casos registrados são formas não conhecidas da variedade H1N1do vírus Influenza A.

Ele é geneticamente diferente do vírus H1N1 que vem atacando humanos nos últimos anos e contém DNA associado aos vírus que causam as gripes aviária, suína e humana, incluindo elementos de viroses europeias e asiáticas.

Os vírus da gripe têm a capacidade de trocar componentes genéticos uns com os outros, e parece provável que a nova versão do H1N1 resultou de uma mistura de diferentes versões do vírus, que podem normalmente afetar espécies diferentes no mesmo animal hospedeiro.

Os porcos normalmente oferecem uma condição boa para que esses vírus se misturem.

O quanto as pessoas devem se preocupar?
Quando um novo tipo de vírus da gripe aparece e adquire a capacidade de ser transmitido de pessoa para pessoa, é monitorado de perto para verificar seu potencial de gerar uma epidemia global, ou pandemia.

A Organização Mundial da Saúde advertiu que, considerados em conjunto, os casos no México e nos Estados Unidos podem gerar uma pandemia e afirma que a situação é séria.

Porém os especialistas dizem que ainda é muito cedo para avaliar completamente a situação. Atualmente, eles dizem que o mundo está mais perto de uma pandemia do que em qualquer época após 1968.

Ninguém conhece todo o impacto potencial de uma pandemia, mas especialistas advertem que poderia custar milhões de vidas em todo o mundo.

A pandemia de gripe espanhola, iniciada em 1918 e também causada por um tipo de vírus H1N1, matou 50 milhões e infectou 40% da população mundial.

Mas o fato de que em todos os casos registrados nos Estados Unidos os sintomas eram leves pode ser encorajador.

Isso sugere que a gravidade do foco no México pode ser resultante de algum fator específico ligado à localização - possivelmente um segundo vírus não relacionado que circula na comunidade. Outra hipótese é de que as pessoas infectadas no México podem ter buscado tratamento num estágio posterior da doença.

Também pode ser o caso de que a forma do vírus circulando no México seja ligeiramente diferente da registrada em outros lugares, mas isso só poderá ser confirmado por análises de laboratório.

Também há a esperança de que, como os seres humanos são normalmente expostos a formas do H1N1 por meio de gripes sazonais, nossos sistemas imunológicos já estão preparados para combater a infecção.

Porém o fato de que muitas das vítimas serem jovens aponta para algo incomum. As gripes sazonais normais tendem a afetar mais os idosos ou os bebês.

O vírus pode ser contido?
O vírus parece já ter começado a se espalhar pelo mundo, e muitos especialistas acreditam que a sua contenção, numa era de viagens aéreas fáceis, deverá ser muito difícil.

A gripe suína pode ser tratada?
As autoridades americanas dizem que duas drogas geralmente usadas para tratar casos de gripe, Tamiflu e Relenza, se mostraram úteis no tratamento de casos que aconteceram até agora.

Porém esses remédios devem ser ministrados nos estágios iniciais da doença para terem efeito. O uso desses medicamentos também torna mais difícil que pessoas infectadas passem o vírus para outros.

Ainda não está claro que efeito as atuais vacinas podem ter para oferecer proteção contra o novo tipo do vírus, já que ele é geneticamente diferente de outros tipos.

Uma vacina foi desenvolvida em 1976 para proteger os seres humanos de um tipo de gripe suína. Porém a vacina provocou efeitos colaterais graves, com mais mortes por causa da vacina do que por causa do foco de gripe.

O que eu devo fazer para me proteger?
Qualquer pessoa com sintomas de gripe e que podem ter tido contato com o vírus da gripe suína, como aqueles que moram em áreas afetadas do México ou viajaram para o país, devem procurar ajuda médica.

Mas os pacientes não devem ir a clínicas médicas, para evitar transmitir a doença para outras pessoas. Em vez disso, elas devem ficar em casa e contactar seus serviços de saúde para receber recomendações.

Nesta segunda-feira, a União Europeia recomendou aos seus cidadãos que evitem viajar às áreas afetadas pela doença.

Que medidas posso tomar para evitar a infecção?
Evite contato com pessoas que parecem não estar bem e que tenham febre e tosse. Medidas comuns para se evitar infecções e de higiene manual podem ajudar a reduzir a transmissão de viroses, incluindo a gripe suína em humanos.

Estas medidas podem ser simples como cobrir a boca e o nariz quando tossindo ou espirrando, usar um lenço de papel quando possível e jogando-o fora logo após o uso.

É importante também lavar as mãos frequentemente com água e sabão para evitar que o vírus se propague de suas mãos para a face ou para outra pessoa. Outra providência é limpar a maçaneta de portas com frequência, usando produtos normais de limpeza.

Ao cuidar de uma pessoa gripada, o uso de máscara cobrindo o nariz e a boca diminui o risco de transmissão.

É seguro comer carne de porco?
Sim, não há evidência de que a gripe suína pode ser transmitida ao se comer carne de animais infectados.

Mas é essencial que a carne tenha sido cozida direito. Uma temperatura acima de 70°C mataria o vírus.

E a gripe aviária?
O tipo de vírus da gripe aviária responsável pela morte de algumas centenas de pessoas no sul da Ásia nos últimos anos é diferente do da gripe suína.

O vírus da atual gripe suína é o H1N1 e o da gripe aviária é oH5N1.
Especialistas temem que o H5N1 tem o potencial de gerar uma pandemia por causa de sua capacidade de mutação rápida.
Mas até agora, ela permanece de forma geral uma doença de pássaros.
Os humanos infectados, sem excessão, trabalhavam em contato próximo com pássaros e casos de transmissão entre humanos são extremamente raros. Não há indícios de que o H5N1 tem a habilidade de ser transmitido facilmente de uma pessoa à outra.

6 de abr. de 2009

TERREMOTO NA ITÁLIA..


Terremoto deixa vários mortos na Itália

Um violento terremoto sacudiu nesta segunda-feira a cidade medieval de Áquila, no centro da Itália, matando ao menos 50 pessoas, - entre elas cinco crianças-, deixando dezenas desaparecidas e dezenas de milhares de outras desabrigadas.

De acordo com a Defesa Civil de Áquila, o tremor foi de 5,8 graus na escala Richter, mas sua magnitude pode ter chegado a 6,3 graus no pico, segundo a mídia italiana.

O terremoto atingiu Áquila às 3h32 (22h34 em Brasília), quando a maioria dos moradores dormia. O abalo foi sentido na capital, Roma, que fica a 95 quilômetros de distância.

Segundo informações da Defesa Civil, entre 3 mil e 10 mil prédios da cidade - que tem 70 mil habitantes - foram danificados. Um albergue de estudantes e algumas igrejas ruíram por inteiro. Equipes de resgate estão procurando sobreviventes sob os escombros.

Mais cedo, o prefeito da cidade, Massimo Cialente, disse que 100 mil pessoas tiveram que deixar suas casas.

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, cancelou sua viagem a Moscou e foi para Áquila. O governo italiano decretou estado de emergência na região de Abruzzo, onde Áquila está localizada. O tremor causou danos também em outros vilarejos da região, que é montanhosa. Linhas de telefone e eletricidade foram danificadas e cortadas.

O hospital de Áquila foi parcialmente danificado, o que dificultou o atendimento aos feridos. Milhares de voluntários de toda a Itália se dirigiram à região. Segundo a Defesa Civil, o número de vítimas em Áquila deve superar o do último terremoto que atingiu a Itália, em 2002, na cidade de San Giuliano, na região da Puglia, onde morreram 20 pessoas.

O tremor também foi sentido em outras regiões italianas, como Lazio e Marche, onde não ocorreram danos ou houve vítimas. Algumas pessoas, apavoradas, chegaram a sair às ruas de cidades dessas regiões.

Em Áquila, o tremor durou aproximadamente 30 segundos durante a madrugada. Moradores e equipes de resgate usavam as próprias mãos para remover escombros de prédios destruídos. Sobreviventes, muitos em suas roupas de dormir, se abraçavam enquanto esperavam notícias de parentes ou amigos.

Sobe para 280 número de mortos em terremoto na Itália
06/04/2009

O forte terremoto que sacudiu a região central da Itália na madrugada desta segunda-feira (6), deixou pelo menos 92 pessoas mortas e outras 50 mil desabrigadas. Centenas de pessoas ficaram feridas e cerca de 15 mil edifícios foram interditados.

Cerca de 12 horas depois do tremor, de 6,3 graus na escala Richter, as equipes de resgate informaram que haviam encontrado 92 corpos entre os escombros.

A cidade mais atingida pelo terremoto foi Áquila região de Abruzzo, que fica a 100 quilômetros de Roma.

Este foi o terremoto que provocou mais mortes na Itália desde 1980, quando um abalo de 6,5 graus matou 2.735 pessoas no sul do país.

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, cancelou uma viagem a Moscou e declarou stado de emergência nacional.

ROMA - Equipes de resgate que trabalham no socorro às vítimas do terremoto que devastou a região central da Itália informaram que o número de mortos na tragédia já chega a 100. Há mais de 1.500 feridos e 50 mil desabrigados. Ainda não é possível dizer quantas pessoas estão desaparecidas.

O tremor ocorreu às 3h32 locais (22h32 de domingo, no horário de Brasília) na região do Abruzzo e teve seu epicentro na zona norte da cidade de L'Aquila. O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, decretou estado de emergência, e, assim como membros da Defesa Civil de todo o país, já está na região.

Pelo menos 26 cidades foram afetadas "seriamente" pelo tremor. Autoridades locais temem que o número de vítimas possa aumentar, uma vez que muitas casas antigas desmoronaram e, no mínimo, quatro prédios históricos foram destruídos. Em muitas cidades da região de Abruzzo, como Santo Stefano di Sessanio, Castelvecchio Calvisio, San Pio, Villa Sant'Angelo, Fossa, Ocre, San Demetrio né Vestini, dezenas de casas do centro histórico foram destruídas.

A situação na capital da província e nos seus arredores é mais dramática, sendo que em Paganica já foi registrado um número grande de vítimas.

No centro histórico de L'Aquila, muitos edifícios foram abalados, mas alguns palácios não chegaram a ruir completamente. A situação do hospital local é complicada, porque algumas partes da sua estrutura também foram danificadas pelo abalo sísmico. As principais linhas ferroviárias, segundo o Grupos Ferrovias do Estado, estão operando, e estuda-se a operabilidade das linhas regionais. As estradas da região estão sendo controladas pelas autoridades locais.

As infraestruturas centrais da Telecom Itália, seja para telefonia fixa ou para celulares, não sofreram danos súbitos pelo terremoto. O Conselho de Ministros italianos foi convocado para uma reunião às 19h (14h no horário de Brasília) desta segunda-feira no Palácio Chigi (sede do Governo).

Comboios de ajuda foram enviados por praticamente toda a Itália. Da região do Lácio, partiram dois grupos de homens e membros da Proteção Civil da Região. Aproximadamente 40 equipes com mais de 200 voluntários chegaram à região de Abruzzo e muitos já estão prontos para trabalhar. Uma força tarefa com uma dúzia de homens e quatro veículos foi enviada pela Província de Vicenza, e daqui a algumas horas 100 voluntários serão mandados ao local.

Da região da Toscana, partirá o primeiro grupo móvel, o qual dispõe de estruturas de socorro, cozinha de campo, serviços higiênicos, tendas e cobertores para 60 leitos. Da cidade de Legnano, 50 pessoas da Proteção Civil de Lombardia foram enviados à L'Áquila, equipados com uma tenda para acolher 250 desabrigados. As autoridades locais estão monitorando os edifícios escolares abalados pelo terremoto e 13 menores do Instituto de Menores de L'Áquila serão transferidos para outros centros.

O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, está mantendo contato com Guido Bertolaso, diretor do Departamento de Proteção Civil do governo italiano.

O papa Bento XVI expressou "viva participação na dor da população" afetada pelo terremoto. - É uma situação que não há precedentes desde 2000 - disse, por sua vez, o premier Silvio Berlusconi, referindo-se ao último tremor de terra desta magnitude que atingiu o país em 31 de outubro de 2002.

Berlusconi garantiu que não deixará desamparadas as vítimas do terremoto e enfatizou que "este não é o momento de discutir", mas sim de agir. Em entrevista coletiva, concedida na cidade de L'Aquila, na região de Abruzzo, o premier explicou que "não existem dados científicos para prevenir os tremores" e que, "agora, é preciso pensar em resolver a situação e depois em como prevenir".

Berlusconi chegou nesta tarde à cidade e, antes da coletiva, sobrevoou de helicóptero as áreas atingidas. O premier, que antes de viajar decretou estado de emergência, enfatizou que "agora é preciso reagir aos fatos com as ações. Quando tivermos colocado as coisas em ordem, poderemos começar a discutir a previsibilidade deste terremoto".

Sobre o apoio de líderes mundiais, Berlusconi disse ter recebido telefonemas de solidariedade de várias autoridades, como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. - Recebi um telefonema de solidariedade do presidente norte-americano Obama e do russo [Dmitri] Medvedev, assim como de muitos outros chefes de Estado e de governo - contou.

Segundo ele, "4 mil pessoas e mil unidades estão trabalhando" nas tarefas de socorro às vítimas e, "no momento, os esforços estão concentrados em retirar as pessoas" soterradas sob os escombros. - Uma coisa fundamental que quero dizer é que ninguém ficará desamparado - afirmou o primeiro-ministro, garantindo que "não haverá problemas" econômicos para realizar os trabalhos de socorro e que o governo italiano já entrou em contato com a União Europeia (UE) para utilizar o Fundo de Solidariedade (FSUE) para as catástrofes naturais.

O FSUE conta com um orçamento anual de um bilhão de euros, dos quais 75 milhões estão disponíveis para auxiliar os países do bloco e seus aliados.

- Entre os mortos estão também dois estudantes, um deles proveniente da República Tcheca - contou Berlusconi que explicou que todos os edifícios públicos na cidade de L'Aquila estão inutilizados devido a abalos na estrutura, alertando ainda a população para os riscos de desabamento.



O chefe de governo da Itália garantiu também que "todas as estruturas" do Estado foram "imediatamente mobilizadas" para ajudar a região.

Após a coletiva, Berlusconi retornou a Roma, onde se reúne no fim do dia com os ministros italianos para discutir as medidas que o governo adotará para atender as vítimas e ajudar a região de Abruzzo.




16 de mar. de 2009

COLISÃO DE GALÁXIAS


Uma imagem surpreendente divulgada pela Nasa (agência espacial norte-americana) mostrou um feito raro: a colisão de duas galáxias dando origem a uma terceira.

O momento da colisão foi capturado pelo Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa.

As galáxias tinham buracos negros em seus núcleos com massa milhões de vezes maior que a do Sol.
Reuters
Imagem feita pela Nasa mostra a colisão de duas galáxias; efeito raro resultou na criação da galáxia NGC 6240
Imagem feita pela Nasa mostra a colisão de duas galáxias; efeito raro resultou na criação da galáxia NGC 6240

Fundidos, os núcleos das galáxias deram origem à chamada NGC 6240, localizada a 400 milhões de anos luz de distância do Sol, na constelação de "Ophiuchus".

Agora, esses núcleos estão se aproximando numa velocidade tremenda e se preparando para a colisão final. Ela acontecerá por completo daqui alguns milhões de anos, um período relativamente curto nos parâmetros do tempo no espaço.

"Uma das coisas mais legais da imagem é que esse objeto é único", disse Stephanie Bush, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, em Cambridge (EUA), autora de um artigo que descreve a observação do fenômeno que será publicado no próximo "Astrophysical Journal".

"Simplesmente não há muitas colisões galácticas nesse estágio no Universo que normalmente observamos."

4 de mar. de 2009

ÁGUAS DE MARTE,,SERA POSSIVEL ???






Brasileiro simula Marte para "criar" água líquida




O cientista brasileiro que detectou a existência de água líquida em Marte já convenceu vários colegas de que a sua proposta é consistente e está se preparando para um experimento para reforçá-la. Nilton Rennó, da Universidade de Michigan (EUA), um dos pesquisadores envolvidos na missão da sonda espacial Phoenix, da Nasa (agência espacial americana), pretende simular em laboratório as condições atmosféricas do planeta vermelho.

O objetivo é verificar se a substância aparece da forma como foi observada pela sonda. Após análise, Rennó interpretou as imagens como sendo de líquido, conforme noticiado pela Folha Online em agosto. A alta concentração de sais é o que permitiria à água marciana ser líquida em baixas temperaturas.

Rennó já submeteu para publicação um estudo sobre o assunto, assinado em conjunto com mais 22 cientistas. O trabalho deve sair na revista científica "Journal of Geophysical Research - Planets".

Brasileiro vai participar de experimento para simular condições de Marte, para comprovar descoberta

Para indicar a presença de água líquida, foram usadas imagens e medidas térmicas registradas pela sonda. Nas fotos, é possível ver o que seriam pequenas gotículas de água em uma das pernas da Phoenix.

Rennó diz que "bolsas" de líquido são formadas por uma água com alta concentração de perclorato de magnésio. Isso permite a existência de água líquida mesmo a uma temperatura média de -53ºC.

Provas de que essas formações escorregam, gotejam e se fundem na perna da Phoenix dão força à teoria do cientista (veja mais aqui). Entretanto, alguns cientistas dizem acreditar que os pontos vistos no local são apenas grãos de gelo ou, no máximo, uma espécie de gel.

Mãos à obra

Gotículas na perna da sonda Phoenix (no alto, à esq.); Rennó afirma que se trata de água bastante salgada por perclorato de magnésio
Gotículas na perna da sonda Phoenix (no alto, à esq.); Rennó afirma que se trata de água bastante salgada por perclorato de magnésio

Com a ajuda do Centro de Astrobiologia de Madri, porém, Rennó tentará repetir o processo que leva à formação de água líquida, usando uma câmara pressurizada.

No equipamento, será colocado um pedaço de metal resfriado a uma temperatura entre -60ºC e -70ºC. Esse metal também vai receber sal, para dar condições à água supersalgada de se materializar. E, por fim, será colocado gelo na câmara, para simular o tipo de solo em que a sonda estava apoiada.

Rennó espera que o gelo que sublimar dali forme gotas nos locais em que existirem partículas de sal. "Então, vamos analisar se esse crescimento [a formação das bolsas] ocorre no estado líquido ou sólido, nas condições de Marte", afirmou.

Ainda não há data definida para o início dos experimentos, mas a expectativa é que até maio já seja possível fazer a primeira análise dos resultados.

Vida extraterrestre

A água líquida é um ponto-chave na pesquisa sobre a possibilidade de Marte abrigar vida. A substância nesse estado é fundamental, embora estudos indiquem que água salgada demais impeça a existência de micróbios como os da Terra.

Novas missões de sondas em Marte nos próximos anos podem ajudar a comprovar de vez a presença de água líquida. Será necessário, por exemplo, fazer novas medições de condutibilidade elétrica do solo, para analisar sua formação química.

A Nasa deve lançar em 2011 o Mars Science Laboratory, que permitirá saber se Marte é capaz de abrigar a vida microbiana. A ESA (Agência Espacial Europeia) cogita mandar mais dois veículos robóticos para explorar a superfície do planeta em 2015.

Apesar de estar convicto da descoberta, Rennó reconhece que é preciso ter mais dados para uma comprovação cabal. "Na ciência, a dúvida sempre vai existir até que uma outra missão faça uma medição independente", diz.

É como no caso da presença de gelo em Marte, que vinha sendo mostrada havia anos. Foi só em 2008, com a Phoenix, que um artefato humano "tocou e sentiu o gosto" da substância.


COMEÇA A BUSCA DE NOVOS MUNDOS...



Nasa lança telescópio em busca de nova "Terra"


A Nasa lança na sexta-feira, às 22h48 (0h48 de sábado em Brasília), o primeiro telescópio espacial com capacidade de encontrar um planeta fora do Sistema Solar com tamanho e condições de habitabilidade semelhantes às da Terra.

A Missão Kepler vai monitorar a luminosidade de 170 mil estrelas simultaneamente para cumprir sua tarefa. Cada vez que o brilho de uma estrela cai, é sinal de que um planeta pode estar passando na sua frente.
Nasa
Missão Klepler observará uma região do céu por anos para achar astros habitáveis perto de estrelas a até 3.000 anos-luz do Sol
Missão Klepler observará uma região do céu por anos para achar astros habitáveis perto de estrelas a até 3.000 anos-luz do Sol

Esse método, conhecido como "trânsito", já é usado por outros telescópios. O Kepler, porém, terá uma sensibilidade inédita. Um planeta do tamanho da Terra, se observado à distância, oculta apenas cerca de um décimo de milésimo da luz emitida por sua estrela mãe, e o novo telescópio espacial poderá enxergar isso.

"Isso equivale à queda de luminosidade que ocorre quando uma pulga passa na frente do farol de um carro vindo na direção contrária a você, de noite, bem longe", disse Jon Jenkins, da Nasa, um dos criadores do software que servirá como cérebro do Kepler.

Diferentemente de telescópios como o Hubble, porém, o Kepler não tirará fotos do Universo bonitas o suficiente para enfeitar paredes. Seu papel será mesmo medir a emissão de luz de cada estrela e perceber mínimas oscilações.

Contudo, só depois de análises cuidadosas de dados é que cientistas poderão dizer onde estão os tão procurados planetas "gêmeos" da Terra.

O problema é que o brilho de estrelas oscila naturalmente, atrapalhando as medições. Segundo Sylvio Mello, astrônomo da USP, saber se as oscilações ocorrem sozinhas ou por causa dos planetas será "o maior desafio técnico" do Kepler.

Para decretar o achado de um planeta, é preciso ver pelo menos três trânsitos com quedas de brilho semelhantes e separados pelo mesmo intervalo.


Veja como é o telescópio da missão Kepler







Veja como é o telescópio da missão Kepler





Telescópio espacial é o primeiro com capacidade de encontrar planetas tão pequenos quanto a Terra
Telescópio espacial é o primeiro com capacidade de encontrar planetas tão pequenos quanto a Terra

Trabalho prolongado

A missão durará ao menos três anos e meio, com orçamento previsto de US$ 591 milhões. O Kepler vai girar em torno do Sol, na mesma órbita da Terra, seguindo-a.

A vantagem de estar no espaço é que não há ar para atrapalhar a visão. Além disso, como a Terra gira, um telescópio terrestre não é capaz de observar uma mesma estrela continuamente.

Às vésperas da decolagem do foguete Delta-2, que levará o Kepler ao espaço, os cientistas cruzam os dedos. "Estou um pouco ansioso porque lançar uma nave espacial é difícil e, como somos tristemente lembrados de tempos em tempos, não é livre de riscos", diz Jenkins.

O Kepler vasculhará uma área específica do céu, perto da constelação do Cisne. É uma região da nossa galáxia muito rica em estrelas e, espera-se, em planetas. Outra vantagem é que o Sol nunca estará na direção em que o telescópio aponta, o que impediria as observações.

A estrelas que o Kepler vai monitorar estão de 500 anos-luz a 3.000 anos-luz de distância da Terra (um ano-luz é igual a 9,5 trilhões de quilômetros).

O Kepler dá continuidade a projetos similares anteriores, mais baratos, como o francês Corot. Os menores planetas encontrados pela missão até hoje, porém, apresentam o dobro do tamanho da Terra.

Eduardo Janot, astrônomo da USP que colabora com o Corot, diz que o Kepler terá de superar dificuldades semelhantes.

"A precisão exigida é muito grande, o que demanda muito esforço", diz. "É fácil achar planetas grandes, já temos mais de 300 "júpiteres" por aí. Mas queremos "terras". Isso é caro e demora."

O interesse em procurar planetas pequenos é que aqueles muito grandes -chamados de gigantes gasosos- não possuem uma superfície sólida com condições habitáveis. Entretanto, lembra Mello, habitável não significa habitado. E ainda não há muito como tentar investigar se um planeta fora do Sistema Solar tem vida.