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16 de jan. de 2009
5 de jan. de 2009
A NOVA GUERRA ISRAEL X GAZA...IGNÔRANCIA HUMANA.

A Faixa de Gaza está dividida, a cidade de Gaza está cercada, os bombardeamentos não páram. É esta a situação no território palestiniano onde o exército israelita desencadeou no sábado a ofensiva terrestre.
Segundo as últimas informações são mais de 644 as vítimas mortais até ao momento e 3500 os feridos. Há combates entre soldados do tsahal e militantes do Hamas nas ruas de Gaza. Israel pede às famílias que abandonem as residências para não serem apanhadas no conflito. Muitas têm procurado abrigo nas escolas geridas pelas Nações Unidas.
Esta segunda fase da operação, a que o estado hebraico chamou “arrancar pela raiz” visa a busca de esconderijos e armas para destruir a infraestrutura terrorista do Hamas. E ninguém nem mesmo a forte ofensiva diplomática europeia parece capaz de convencer Israel a decretar um cessar-fogo para permitir a ajuda às vítimas
A ofensiva terrestre sobre Gaza não consegue parar a chuva de “rocketes” do Hamas sobre Israel. Askelon no Sul do país tem sido alvo de vários tiros de morteiros lançados pelos activistas do grupo radical islâmico à semelhança de outras cidades fronteiriças israelitas. O ministro das Finanças, Roni Bar-On efectuou hoje uma visita à Askelon para sossegar os habitantes face aos constantes tiros dos radicais islâmicos, nesse preciso momento as sirenes anunciaram um ataque. Os guarda-costas de Roni Bar-On não esperaram para reagir.
Esta segunda-feira mais de trinta “rocketes” foram lançados sobre território israelita causando apenas feridos e muitos estragos em habitações e infraestruturas. A partir da fronteira da Faixa de Gaza os morteiros têm um alcance cada vez maior. Um “rockete” Grad caiu perto da cidade de Beersheva, a 40 quilómetros da fronteira com o território palestiniano. 500 ataques foram efectuados contra Israel desde o início da ofensiva dia 27 de Dezembro. Ao todo quatro israelitas foram mortos e 30 ficaram feridos.
Desde o inicio da ofensiva israelita, os habitantes de Gaza não têm descanso. Entre bombardeamentos e combates a população vive em estado de choque e muitos temem que o pior esteja ainda para vir.
A cidade de Gaza está cercada pelos tanques. Falta comida, água e electricidade. A ajuda que vai chegando não pode ser distribuída por razões de segurança. A cidade, já muito densamente povoada, está agora a receber também os habitantes do norte do território que procuram refúgio.
Um residente afirma: “Israel não tem piedade, abate tudo o que se mexe. Tudo o que mexe é um alvo para os judeus. Estão a bombardear as nossas terras, as nossas casas, as casas de todos os residentes. Dizem que não estão a atacar civis, mas estão a mentir”.
Os hospitais não têm mãos a medir e, mesmo onde há medicamentos e meios para socorrer os feridos, o pessoal médico e de enfermagem está à beira da ruptura, como explica este voluntário da Cruz Vermelha.
“As equipas, o pessoal médico, os cirurgiões estão extremamente cansados porque trabalham 24 horas seguidas. Não é fácil trazer mais equipas por causa das operações terrestres e porque Gaza está cortada em duas e as equipas de Rafah ou do Sul não podem passar para o norte”. Segundo fontes médicas, a penúria de medicamentos e de equipamento leva a que muitas vítimas acabem por morrer por falta de cuidados.

Israel disse que suas tropas mataram 130 guerrilheiros desde o sábado. A cifra sugere que o total de mortes palestinas desde 27 de dezembro pode ser mais próximo de 770 e que ainda pode haver corpos no campo de batalha.
fonte jornais internacionais...
31 de dez. de 2008
A GUERRA ESQUECIDA DA AFRICA
CONGO -
Situação no Congo é ' catastrófica', diz Cruz Vermelha
Violência no Congo deixa um milhão de refugiados
Entenda os confrontos entre governo e rebeldes no Congo
Ministros europeus se reúnem com presidente do Congo
Congo: refugiados deixaram acampamento da ONU devido a incêndio
Rebeldes no Congo impedem população civil de fugir, diz jornal
Líderes do Congo e de Ruanda concordam em discutir crise
Cerca de um milhão de pessoas fogem de conflito no Congo, diz ONU
Campos de deslocados internos no Congo são incendiados, diz ONU
Leia o que já foi publicado sobre a República Democrática do Congo
ONU pede envio de tropas européias ao Congo30 outubro, 2008 | BBC Report Violência no Congo forçou fuga de 45 mil, diz ONU29 outubro, 2008 | BBC Report Conflitos no Congo deixam milhares de refugiados25 outubro, 2008 | BBC Report Ruanda acusa França de participação no genocídio de 199406 agosto, 2008 | BBC Report Tropas de paz 'estão no limite', diz diretor da ONU31 julho, 2008 | BBC Report ONU classifica estupro como 'tática de guerra'20 junho, 2008 | BBC Report 'DJ da paz' tenta desmobilizar rebeldes no Congo17 junho, 2008 | BBC Report Tropas da ONU são acusadas de armar rebeldes no Congo.
Apesar da negativa de vários países da região, há fortes indícios de que forças estrangeiras estejam envolvidas nos conflitos no leste da República Democrática do Congo.
Jornalistas no leste da República Democrática do Congo disseram que até um quarto das forças que lutam ao lado do general dissidente, Laurent Nkunda, são ruandesas.
Alguns soldados até teriam dito ter recebido seus soldos do Exército ruandês.
Outras informações apontam para a presença de soldados angolanos e zimbabuanos na região.
'Guerra Mundial da África'
A possibilidade despertou temores de uma repetição de uma guerra que durou de 1998 a 2003 no Congo, e envolveu oito países da região, tornando-se conhecida como a "Guerra Mundial da África".
Na época, forças do governo congolês, apoiadas por soldados de Angola, Zimbábue e Namíbia combateram rebeldes do Congo apoiados por Uganda, Ruanda e Burundi.
As evidências parecem sugerir que a história pode se repetir. A eventual presença de soldados ruandeses nas forças rebeldes tutsis congolesas já vem sendo noticiada há algumas semanas.
Ao mesmo tempo, surgiram relatos de moradores da capital regional, Goma, de que entre as forças do governo congolês estão soldados angolanos - são militares que não falam nenhuma das línguas locais e se comunicavam em português.
Especialistas dizem, contudo, que estas evidências não são conclusivas, pois alguns soldados congoleses, inclusive um grupo conhecido como Tigres Katangueses, lutaram em Angola durante a guerra civil no país e conversam, com freqüência, em português.
Apesar disso, há indícios de que soldados do Zimbábue estejam envolvidos.
Um desertor do Exército disse à BBC que integrava a força que permaneceu no Congo depois do fim da última guerra, em 2003.
"Alguns soldados zimbabuanos foram deixados no Congo durante a retirada das forças aliadas. Há cerca de 250 soldados que ficaram para trás sem o conhecimento de outros países", afirmou o desertor, que não quis ter sua identidade divulgada.
O governo angolano nega ter enviado tropas para o Congo, embora afirme que apoiaria o governo caso receba um pedido neste sentido da organização regional SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral).
Ruanda negou reiteradamente ter enviado soldados para o Congo, mas declarações semelhantes foram feitas durante os estágios iniciais da última guerra - e ninguém duvida que tropas estrangeiras tiveram um papel-chave no conflito.
Nestas circunstâncias, não é de surpreender que o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, tenha advertido que o conflito pode envolver o resto da região.
DOENÇAS<
A febre hemorrágica ébola, uma das doenças humanas mais letais, reapareceu na República Democrática do Congo (RDC). A informação foi ontem adiantada em Genebra pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que confirma um mínimo de cinco casos. Não se sabe quantas pessoas foram infectadas, mas a epidemia ainda não identificada que alastra no Kasai Ocidental, no centro do país, já atingiu quase 400 indivíduos, não sendo de excluir que se trate de ébola ou de uma associação de duas infecções distintas.
As autoridades sanitárias locais contabilizam 166 mortos, embora muitos dos doentes possam ter falecido devido a complicações ligadas a outra febre hemorrágica, considerada menos perigosa, a doença de Shigella. Mas um responsável da OMS contactado pela AFP, em Kinshasa, atribui estas mortes ao vírus ébola. Além dos cinco casos já confirmados em Genebra, há 40 análises pendentes.
A última vez que o vírus ébola surgiu na RDC foi em 2005, com 12 infectados e nove mortos (uma taxa de fatalidades de 75%). O pior surto de que há memória ocorreu no Uganda, em 2000 e 2001, com 425 casos e 224 mortos. A doença apareceu pela primeira vez no Sudão e no Zaire (actual RDC). A versão congolesa teve uma taxa de mortalidade de 88% (contra 53% da sudanesa), tendo na altura morrido 318 pessoas no Zaire e 284 no Sudão.
Para além de dar escassas esperanças de sobrevivência, esta infecção é muito contagiosa. O vírus é transmitido através do contacto das pessoas com fluidos corporais dos doentes, sangue ou outras secreções. A incubação varia entre dois dias e 21 dias. Estas circunstâncias tornam perigosos os enterros das vítimas ou o tratamento dos doentes. Os infectados sofrem violentas febres e dores de cabeça, seguindo-se vómitos, diarreia e, muitas vezes, hemorragias internas e externas. Não existe vacina e os tratamentos consistem em hidratação intensa dos doentes.
Desta vez, o estado caótico da RDC e a ocorrência simultânea de várias rebeliões poderão dificultar o combate à epidemia.
29 de dez. de 2008
A NOVA GUERRA DE ISRAEL

Israel está em guerra sem trégua contra Hamas", diz ministro israelense
Israel está comprometido em uma guerra sem tréguas contra o movimento radical islâmico palestino Hamas na faixa de Gaza, afirmou nesta segunda-feira o ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, à Knesset (Parlamento).
Palestinos buscam abrigo no Egito após ataques
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"Não temos nada contra os habitantes de Gaza, mas estamos comprometidos em uma guerra sem trégua contra o Hamas e seus aliados", afirmou Ehud Barak, no terceiro dia de ataques aéreos israelenses na faixa de Gaza, que já deixaram mais de 270 mortos.
Tara Todras-Whitehill/AP
Ministro de Defesa israelense, Ehud Barak, afirma que guerra é sem tréguas
Ministro de Defesa, Ehud Barak, afirma que guerra é sem tréguas
"A contenção que temos observado é uma fonte de força. Lutamos com uma vantagem moral. Eles disparam contra civis deliberadamente. Nós encurralamos os terroristas e evitamos, na medida do possível, atingir civis quando a gente do Hamas atua e se esconde intencionalmente em meio à população", afirmou o ministro, sobre a ofensiva que está sendo duramente criticada pela comunidade internacional.
A declaração de Barak amplia a tensão diante da grande ofensiva que Israel lançou contra a faixa de Gaza no sábado (27) como resposta à suposta violação --e lançamento de foguetes-- do Hamas da trégua de seis meses assinada com Israel e que acabou oficialmente no último dia 19.
De acordo com a agência de notícias Reuters, o número de mortos já chega a 298 e, segundo a agência France Presse, passa de 300. Trata-se da pior ofensiva realizada por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.
Barak disse lamentar que existam vítimas civis dos ataques israelenses, "embora não sejam numerosas" (segundo a ONU, ao menos 51 civis morreram nos três dias de ataques). "Não queremos atacar mulheres, crianças, homens; e não impedimos a ajuda humanitária", completou.
Bloqueio
Prisioneiros palestinos passam por cima de escombros de quartel atacado por Israel
Prisioneiros palestinos passam por cima de escombros de quartel atacado por Israel
O setor de fronteira de Israel com a faixa de Gaza foi declarado 'zona militar fechada' pelo Exército israelense nesta segunda-feira, anunciou um porta-voz militar, no mesmo dia em que a Força Aérea israelense lançou novos bombardeios contra a região que mataram sete pessoas, quase todos menores ou mulheres.
O porta-voz militar informou que as estradas da região estão fechadas aos civis que não têm autorizações militares. A circulação será permitida apenas aos habitantes israelenses da área afetada. A medida pode ser considerada a fase prévia de uma operação terrestre.
Ataques
Nesta madrugada, um ataque a um prédio do campo de refugiados de Jabalya, no norte da faixa de Gaza, deixou um homem, duas mulheres e um bebê de um ano de idade mortos, segundo fontes médicas palestinas.
Outro bombardeio, desta vez contra a cidade de Rafah, no sul de Gaza, deixou dois adolescentes e uma criança da mesma família mortos.
O escritório do chefe de governo do Hamas em Gaza, Ismail Haniyeh, também foi bombardeado nesta madrugada, informou o Exército israelense em comunicado que lista, nas últimas 12 horas, ataques contra 'dúzias de alvos vinculados ao Hamas, como centros de armazenamento e fabricação de armas, túneis, lugares de lançamento de foguetes e armazéns'.
Haniyeh não estava no escritório, já que todos os líderes do Hamas se escondem desde que começou a onda de ataques.
Reação
As milícias palestinas ligadas ao Hamas continuaram lançando foguetes contra o sul de Israel, um dos quais matou um israelense e feriu outros sete na cidade de Ashkelon, informa a rádio pública do país.
Além disso, um ataque palestino feriu quatro israelenses --um deles gravemente-- ao apunhalá-los no assentamento de Kiryat Sefer, em território da Cisjordânia, informou a Polícia.
O agressor ficou gravemente ferido à bala no primeiro aparente ato de vingança fora de Gaza à operação israelense na faixa. Desde o começo da ofensiva, dois israelenses morreram.

Com agências internacionais
24 de nov. de 2008

FLORIANÓPOLIS - O número de mortos pelas enchentes em Santa Catarina chegou a 101,e 36 pessoas estão desaparecidas segundo informações da Defesa Civil. O Estado segue em alerta para o risco de deslizamentos, alagamentos e novas enchentes.
No Estado, 14.511 pessoas estão desabrigadas e os desalojados chegam a 78.043. Os desabrigados são pessoas que tiveram que sair de suas casas e precisam da ajuda do Estado. Já os desalojados são pessoas que foram obrigadas a sair de suas casas por conta dos danos das chuvas, mas que não precisam de ajuda do Estado pois podem ir para casas de parentes ou amigos.
Ilhota é a cidade com o maior número de mortos: são 15, segundo a Defesa Civil. Em Blumenau, uma das cidades mais atingidas, 13 pessoas morreram e 150 mil estão sem energia elétrica. O número de munícipios isolados subiu para oito. Estão sem contato com outros locais por conta de queda de barreiras ou de pontes os municípios de São Bonifácio, Luiz Alves, São João Batista, Rio dos Cedros, Garuva, Pomerode, Itapoa e Benedito Novo.

A Defesa Civil de Santa Catarina também trabalha com o conceito de "afetados" - mais de 1,5 milhão de pessoas -, que são todos aqueles que tiveram sua vida alterada de alguma maneira, seja porque o ônibus não podia passar ou porque o telefone não funciona, por exemplo.
As chuvas também causaram a ruptura de um tubo de gás entre as cidade de Luiz Alves e Gaspar e, por isto, o abastecimento de gás está interrompindo do município de Guaramirim até Rio do Sul.
Helicópteros e botes a motor estão sendo utilizados ininterruptamente para resgatar pessoas, segundo a Defesa Civil. Os Estados vizinhos Rio Grande do Sul e Paraná vão participar das operações de resgate a partir desta segunda-feira, atendendo a um pedido do governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB).
A situação deve continuar nos próximos dias já que a previsão do tempo, de acordo com a Defesa Civil do Estado, é de mais chuvas para esta semana, principalmente no Litoral, Vale do Itajaí e Planalto Norte.
Blumenau
O nível do Rio Itajaí-açu baixou para a marca de 10,86 metros na manhã desta segunda-feira, no centro de Blumenau, segundo boletim da Defesa Civil. A marca era de 11,52 metros na madrugada, o que causou inundação em 250 ruas da cidade. Os secretários Nacional e Estadual de Defesa Civil e o governador do Estado, Luiz Henrique da Silveira, vão se reunir na manhã de hoje para definir as medidas a serem adotadas nas regiões afetadas.
Na cidade de Blumenau, já foram registradas 10 mortes e o prefeito João Paulo Kleinubing declarou estado de calamidade pública na noite de domingo. No sábado, ele já havia decretado situação de emergência, mas, devido ao agravamento do quadro na cidade, com novas quedas de barreiras e enxurradas, optou-se pela calamidade.
Para esta segunda-feira, a expectativa é receber 1 mil colchões e 10 botes a motor enviados do Paraná pelo Exército. “O grande desafio para esta segunda-feira será abastecer os abrigos com medicamentos e alimentos”, dise o prefeito. Até a noite de domingo, a cidade tinha cerca de 800 pessoas em abrigos e 4.200 na casa de amigos, parentes ou vizinhos. O prédio da Prefeitura da cidade ficará fechado para atendimento ao público.
As autoridades do município recomendam que as pessoas não saiam de casa. Segundo o diretor Telmo Duarte, vários pontos, nos bairros, estão em situação de risco.
"Mesmo com a diminuição da intensidade das chuvas e o nível do rio diminuído, a terra está muito encharcada e continua oferecendo riscos", avisou Duarte, aconselhando as pessoas a levarem consigo apenas objetos pessoas, colchão e alguma roupa para facilitar a mobilização. As escolas públicas e particulares no município permanecem sem aulas até que a situação se normalize na cidade.
Recomendações
Em seu site, a Defesa Civil recomenda que, no caso de alagamentos, a população evite o contato com as águas que podem estar contaminadas e causar doenças. Outro conselho é não dirigir em lugares alagados.
Moradores de áreas vulneráveis a deslizamentos devem ficar atentos para o aparecimento de fendas, depressões no terreno, rachaduras nas paredes das casas e inclinações de troncos de árvores ou postes.
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