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20 de set. de 2008
15 de set. de 2008
FURACÃO IKE - A FÚRIA

O Ike deixa ao menos 30 mortos em sua passagem por oito Estados americanos, incluindo a costa texana, no Golfo do México, onde o furacão deixou um rastro de destruição e alagamentos.
Entre as vítimas estão cinco pessoas da ilha de Galveston, no Texas, incluindo um corpo encontrado em um veículo próximo ao aeroporto, submergido pelas águas das tempestades trazidas por Ike.
Smiley N. Pool/e
GKX08 - HIGH ISLAND (EEUU), 14/9/2008.- Una casa permanece casi intacta entre los escombros en Gilchrist, Texas (EEUU) hoy, 14 de septiembre de 2008, después del paso del huracán Ike que tocó tierra a lo largo de la costa de Texas con una categoría 2 y vientos de 100 millas por hora, que dejaron cuantiosos daños y damnificados. Los equipos de rescate desarrollan una intensa búsqueda de supervivientes con un saldo de al menos ocho muertos a su paso por Texas y Luisiana, mientras las autoridades tratan de evaluar con precisión los daños. EFE/SMILEY N. POOL/ POOL
Casa permanece quase intacta em meio aos escombros em Gilchrist, no Estado do Texas
No Texas, onde os danos causados pelo furacão foram maiores, outras duas pessoas morreram. Também houve seis vítimas em Louisiana, incluindo um adolescente de 16 anos que ficou preso nas fortes correntes.
Dois jogadores de golfe morreram quando uma árvore caiu sobre eles no Tennessee. Outras seis pessoas morreram em Indiana, três no Missouri, uma no Arkansas e três em Ohio, incluindo dois motociclistas que morreram quando uma árvore caiu sobre eles em um parque estadual.
O furacão Ike deixou ainda mais de 80 mortos no Caribe, por onde passou antes de atingir os EUA.
Em Houston, Texas, a quarta maior cidade dos EUA, o furacão deixou grandes danos e o fechamento de seus dois aeroportos --que devem reabrir nesta segunda-feira. Todas as lojas e escolas continuam fechadas até segundo aviso.
Simon Chabel, da Agência Federal de Gestão de Emergências, afirmou à agência France Presse que no fim do domingo 3.743 pessoas haviam sido resgatadas no Texas, depois que o Ike derrubou postes e árvores, destruiu cabos de energia elétrica, além de ter provocado um cenário de destruição em todo o Estado.
David J. Phillip/Efe
TXDP132 - High Island, (EEUU), 14/9/2008.- Un grupo de personas se trasladan en una camioneta por una vía inundada cerca a High Island, Texas (EEUU) hoy, 14 de septiembre de 2008, después del paso del huracán Ike que tocó tierra a lo largo de la costa de Texas con una categoría 2 y vientos de 100 millas por hora, que dejaron cuantiosos daños y damnificados. Los equipos de rescate desarrollan una intensa búsqueda de supervivientes con un saldo de al menos ocho muertos a su paso por Texas y Luisiana, mientras las autoridades tratan de evaluar con precisión los daños. EFE/DAVID J. PHILLIP / POOL
Carro tenta atravessar as estradas ainda alagadas pelas fortes chuvas do Ike
Muitos dos resgatados tiveram de ser transferidos a abrigos por ônibus, já que não têm condições de voltar para casa por enquanto.
No entanto, o governador do estado do Texas, Rick Perry, admitiu que o pior cenário projetado em algumas áreas não aconteceu. Ele anunciou ainda "a maior operação de socorro e busca de toda a história do Estado".
Não há registro de quantas pessoas ainda estão em suas casas ou quantas estão em situação de risco. A Cruz Vermelha afirmou que 42 mil pessoas estão em abrigos.
Os abrigos no Texas estão lotados e muitos dos retirados chegaram com pouco dinheiro.
"Eu não tenho para onde ir", disse Ldyyan Jonjocque, 61, esperando ônibus para levá-la ao abrigo.
Nas cidades mais atingidas, como Orange, Bridge City e Galveston, as autoridades continuam a busca porta-a-porta na esperança de alcançar pessoas que decidiram permanecer em suas casas, muitas das quais estão sem suprimentos e energia elétrica.
O presidente George W. Bush deve visitar a região nesta terça-feira. Ele afirmou que a restauração da energia é prioridade já que 2 milhões de pessoas estão no escuro no Texas, Louisiana e Arkansas.
O presidente pediu às companhias elétricas que "recrutem pessoas de fora do Estado para ajudar nisso".
Ike foi reduzido a depressão tropical enquanto segue para o norte. As estradas foram fechadas no Kentucky por causa dos fortes ventos. No norte de Chicago, dezenas de pessoas em um subúrbio precisaram ser retiradas de barco.
FONTE : JORNAIS

11 de set. de 2008
BRINCANDO DE DEUS

Como uma máquina européia de 27 quilômetros e R$ 10 bilhões vai investigar as origens do Universo
No princípio, era o nada. aí, 13,7 bilhões de anos atrás, o nada explodiu. E virou tudo – as galáxias, as estrelas, os planetas e até uma civilização capaz de construir uma máquina estranha chamada Large Hadron Collider (grande colisor de hádrons), ou LHC, enterrada na fronteira da Suíça com a França. Essa máquina, que será ligada no início de maio, tem a ambição de recriar, em escala reduzida, as condições do Big Bang, aquela explosão que deu origem a tudo. Assim, 5 mil pesquisadores de 500 instituições em 50 países poderão estudar como se formou o Universo.
A experiência é tão poderosa que alguns estudiosos temem que ela produza um miniburaco negro, capaz de engolir a Terra e o Sistema Solar numa fração de segundo. Buracos negros são o resultado do colapso de estrelas gigantes. Sua massa é tão grande e concentrada que eles funcionam como ralos cósmicos, atraindo tudo a seu redor, até mesmo a luz. Eles poderiam surgir dentro do LHC por causa das condições de temperatura e pressão descomunais, de acordo com uma teoria publicada pelo físico inglês Stephen Hawking em 1974. “Existe a possibilidade da criação de um buraco negro no LHC”, diz Ignacio Bediaga, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, no Rio de Janeiro, um dos 50 brasileiros que participam do projeto. “Mas ela é muito remota. Caso se confirme, o buraco negro será tão pequeno que se evaporará num instante.”
Há quem tema outro tipo de buraco negro: o que faz desaparecer dinheiro. O LHC custa 4 bilhões de euros (R$ 10 bilhões). O projeto é bancado pela Organização Européia para a Pesquisa Nuclear (Cern), com sede em Genebra, na Suíça. Para os europeus, pode valer a pena. Depois de sete décadas de predomínio americano nas pesquisas nucleares, eles têm agora um acelerador de partículas sete vezes mais potente que o Fermilab, perto de Chicago, o maior dos EUA. Os aceleradores de partículas são demolidores de átomos. Quanto maior sua potência, mais fragmentos são produzidos – e mais observações de partículas subatômicas podem ser feitas. Dessas observações costumam sair muitos prêmios Nobel.
O LHC foi construído entre 50 e 150 metros de profundidade num túnel de 27 quilômetros de circunferência e 3,8 metros de diâmetro. O acelerador é subterrâneo por questões de segurança, pois vai gerar quantidades perigosas de radiação. Quando for ligado, o LHC vai consumir energia suficiente para abastecer os 200 mil habitantes da vizinha Genebra. Em seu interior, circularão jatos de prótons, partículas que ao lado dos nêutrons formam o núcleo dos átomos. Dois feixes de prótons serão acelerados em direções contrárias por meio de 1.640 ímãs. Para facilitar a “corrida” dos prótons, os ímãs são mantidos a uma temperatura de 271,25 graus negativos, mais frio que no espaço. Isso torna o LHC um dos lugares mais gelados do Universo, resfriado por causa de 12 milhões de litros de nitrogênio líquido – o equivalente a cinco piscinas olímpicas.
Dentro do túnel existe um vácuo artificial necessário para acelerar os prótons até 99,9999991% da velocidade da luz (300.000 quilômetros por segundo), quando darão 11.254 voltas por segundo. Zunindo em sentidos contrários, os jatos de 100 bilhões de prótons acumularão energias tremendas. Então serão jogados um contra o outro. A batida gerará uma temperatura 100 mil vezes superior à do Sol – semelhante à do Big Bang (Clique aqui e leia como funciona o LHC).
Os prótons vão se estilhaçar, liberando partículas subatômicas. A maioria delas é velha conhecida dos físicos – mas espera-se que algumas sejam novas, como o bóson de Higgs, o Santo Graal que se sonha encontrar com o LHC. Das 34 partículas previstas pela teoria quântica (o conjunto de leis que explica o universo subatômico), o bóson de Higgs é a única que ainda não foi observada. Sua existência foi prevista em 1964 pelo físico inglês Peter Higgs. O bóson que leva seu nome explicaria como as partículas adquirem massa. Por isso, ele é conhecido como a “partícula de Deus”: sem ele, a matéria não existiria.
“O bóson de Higgs seria mais uma peça que se encaixa no modelo”, A surpresa nas experiências obrigaria os físicos a procurar novas teorias. Mesmo as teorias já existentes garantem bastante trabalho aos cientistas. Entre os vários objetivos do LHC está detectar o gráviton, partícula responsável pela gravidade, a força que nos prende à Terra e que a faz orbitar o Sol.
Para estudar as colisões, o LHC conta com quatro detectores de partículas de milhares de toneladas colocados ao longo do túnel: o Alice, o Atlas, o CMS e o LHCb. A cada segundo, ocorrerão 40 milhões de colisões, produzindo 1,5 megabyte de dados. Como a máquina vai trabalhar 24 horas por dia, ela necessita de uma infra-estrutura suficiente para processar essa quantidade colossal de dados. Daí veio a Grid, uma rede mundial de computação distribuída entre dezenas de milhares de servidores (também chamada de computação em nuvem).
Seu núcleo são 50 mil computadores em Genebra, onde os dados são coletados e distribuídos para 90 grids menores. “Em cinco anos, será produzido 1 hexabyte de dados. Se fossem armazenados em discos, esses dados preencheriam 1,4 bilhão de CDs, uma pilha de 1.850 quilômetros de altura, o equivalente a 4.700 Pães de Açúcar”, diz Novaes, coordenador da grid da Unesp, uma das duas da América Latina. A outra é da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).
28 de ago. de 2008
MATÉRIA NEGRA

WASHINGTON (AFP) - Uma gigantesca colisão entre duas galáxias, detectada pelos telescópios espaciais Hubble e Chandra X-Ray, permite distingüir claramente a misteriosa matéria escura da matéria comum, segundo os resultados de trabalhos de astrônomos americanos. As imagens ópticas mostram, graças a uma técnica de coloração, a matéria escura passar (em azul), sem ser contida, através de montes de matéria comum, sobretudo de gases quentes, que apareciam em rosa pelo raios X, explicam. Essa descoberta é considerada importante porque confirma os resultados de uma observação anterior, de 2006, do amontoado galático Bullet gerado por uma enorme colisão entre duas galáxias. "Segundo acreditamos, essa última observação é uma etapa-chave para a compreensão das propriedades da misteriosa matéria escura", considera Marusa Bradac, astrofísico da Universidade da Califórnia em Santa Barbara e principal autor desse comunicado. "A matéria negra é cinco vezes mais abundante que a matéria comum no universo", acrescenta. Os cerca de 72% restantes são, supõem os astrofísicos, a energia de vida que explicaria a aceleração da expansão do universo, apesar da força gravitacional. "Esse estudo confirma o fato de que nós estamos diante da presença de uma matéria muito diferente daquela que conhecemos e da qual somos feitos",. Como com o Bullet em 2006, esse último amontoado galático (oficialmente chamado de MACSJ0025.4-1222), situado a 5,7 bilhões de anos-luz da Terra, mostra uma clara separação entre matéria negra e matéria comum. A colisão de dois amontoados de galáxias de uma massa respectiva de milhões de bilhões de vezes a do nosso Sol se produz a velocidades de dezenas de milhões de km/h, segundo esses astrofísicos. Após o choque, a velocidade dos gases de cada um dos amontoados galáticos se reduz, mas não a da matéria negra, ressaltam os pesquisadores, cujos trabalhos serão publicados na próxima edição do Astrophysical Journal.
Na cosmologia, matéria escura (ou matéria negra) é uma forma postulada de matéria que só interage gravitacionalmente (ou interage muito pouco de outra forma). Sua presença pode ser inferida a partir de efeitos gravitacionais sobre a matéria visível, como estrelas e galáxias.
As observações de sistemas astrofísicos que indicam a existência de matéria escura são diversas e muitas vezes baseadas em técnicas experimentais diferentes. São exemplos clássicos dessas observações as curvas de rotação planas de galáxias, a aplicação do teorema do virial a aglomerados, a análise das anisotropias da radiação cósmica de fundo e a própria taxa de expansão observada do universo - através de diagramas redshift-magnitude de supernovas Ia.]
MACHOs são apontados por promover a díspar existência da matéria, porém mais apontadas são as WIMPs, possíveis componentes.
A composição da matéria escura é desconhecida, mas pode ser composta de novas partículas elementares, como WIMPs, áxions e neutrinos pesados.
Existem tentativas de solucionar o problema da matéria escura propondo-se alterações na gravitação (um exemplo famoso é a MOND), no entanto, até o momento, nenhuma delas obteve grande sucesso.
Em contrapartida, a matéria escura fria é um dos principais ingredientes do modelo ΛCDM, que tem obtido grande sucesso na descrição da formação da estrutura em larga escala do universo.
Uma das coisas mais interessantes é que a matéria escura corresponde a aproximadamente 23% de toda a matéria do universo. O restante seria constituido de energia escura, 73% e a matéria convencional, 4%.
5 de ago. de 2008
SERA QUE TEM VIDA EM MARTE MESMO?

Descoberta de perclorato reduz possibilidades de vida em Marte
Ter, 05 Ago,
Washington, 4 ago (EFE).- A sonda Phoenix da Nasa detectou em Marte rastros de perclorato, uma substância de alto conteúdo oxidante, o que reduz a possibilidade de que o planeta vermelho possa ser habitável.
No último mês, o laboratório a bordo da Phoenix analisou duas amostras retiradas do solo de Marte que indicam que um dos componentes da superfície poderia ser perclorato, explicou hoje a Nasa em comunicado, no qual anunciou que na terça-feira dará uma entrevista coletiva para divulgar as recentes descobertas.
A agência espacial ressaltou que os resultados de um teste experimental realizado no domingo, na qual foram analisadas mostras tomadas ligeiramente acima da camada de gelo, não encontraram "nenhuma evidência deste composto químico", assinalou a Nasa.
"Isto é, surpreendente dado que análises anteriores da superfície marciana foram consistentes mas não conclusivas sobre a presença de perclorato", afirmou Peter Smith, da Universidade do Arizona e principal pesquisador da missão Phoenix.
"Estamos comprometidos com um processo científico rigoroso. Não terminamos nosso processo com estas mostras de superfície, mas temos resultados imediatos muito interessantes", afirmou o cientista.
"A análise inicial sugere que o solo se parece com o da Terra, mas mais provas revelaram aspectos na química do solo que não se parecem com os da superfície terrestre", disse.
O anúncio da Nasa representa um verdadeiro balde de água fria para a agência espacial americana, depois que, na quinta-feira passada, foi confirmada a existência de água em Marte.
No entanto, os responsáveis da missão preferem manter a calma e esperar mais testes para determinar se o perclorato realmente é um componente do solo marciano ou não.
A Phoenix tem como objetivo estabelecer se existiram nessa região condições favoráveis ao desenvolvimento de algum tipo de vida microbiana. EFE