21 de mai. de 2007

Número de espécies extintas atinge níveis alarmantes -O COMEÇO DO FIM

2 horas, 29 minutos atrás
Sevilha (Espanha), 21 mai (EFE).- O número de espécies declaradas oficialmente extintas chegou a 27 nos últimos 20 anos, prova de que o ritmo atual de perda da biodiversidade é de 100 a 1000 vezes maior do que a própria seleção natural.

Os dados alarmantes foram divulgados hoje pela suíça Anabelle Cuttellod, da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), e pela colombiana Margarita Astrálaga, diretora do Centro de Cooperação do Mediterrâneo da UICN na Espanha.
As espécies oficialmente extintas desde o início dos trabalhos da UICN, há 40 anos, chegam a 784, número que, segundo especialistas, deve ser acrescido de 65 outras espécies, que só conseguem sobreviver em cativeiro ou em cultivos.
Cutellod e Astrálaga destacaram que a lista de risco da UICN sobre espécies ameaçadas em 2006 - a última elaborada - determina que, das 40.177 espécies avaliadas no mundo, 16.119 estão incluídas em alguma das quatro fases de perigo.
Na prática, estão ameaçados 12% das espécies das aves; 23% das de mamíferos; 52% das de insetos; 32% das de anfíbios; 51% das de répteis; 25% das de coníferas e 20% das de tubarões e raias.
Astrálaga afirmou à Efe, que, apesar de ter estudado apenas 60% dos vertebrados, 40% das plantas e quase 1% dos fungos e liquens do planeta, pôde-se constatar um aumento exponencial no número de espécies extintas, fato atribuído à ação do homem.
"Não estamos falando de hipóteses ou de possibilidades, como alguns apontam sobre a mudança climática. Estamos falando da realidade", afirmou.
Cuttellod disse que o aumento das espécies marinhas ameaçadas de extinção no Mediterrâneo, especialmente os cetáceos e os tubarões, indica que esta zona, "uma das que apresentam maior biodiversidade no mundo", sofre uma situação "mais grave" do que em outros mares, pela poluição e a destruição de ecossistemas causadas pelo homem.
A especialista acrescentou que 64% dos anfíbios mediterrâneos são endemismos - espécies únicas no mundo - e que, dentre eles, 25% estão ameaçados, "o que evidencia um grave perigo de perda de biodiversidade em nível planetário".
No caso da Europa, a UICN compila "um número alarmante de espécies ameaçadas" já que se encontram em risco de extinção 42% dos mamíferos; 5% das aves; 45% das borboletas; 30% dos anfíbios e 52% dos peixes de água doce.
A UICN, criada em 1948, atua em mais de 100 países e conta com uma rede de mais de 10 mil especialistas. Há 40 anos a organização vem trabalhando na elaboração de listas de espécies oficialmente extintas ou em risco de extinção.
Segundo Astrálaga, estas listas são "um indicador bastante objetivo do êxito ou do fracasso" do compromisso internacional, assumido por muitos países, para conter a extinção de animais e plantas até 2010.
As duas especialistas reconheceram ainda que também existem programas para recuperar espécies em risco, dentre os quais destacam-se o que a Espanha desenvolve para salvar o lince-ibérico, um modelo "muito importante para recuperar espécies em perigo de extinção".

Mudança climática pode criar 1 bilhão de refugiados



Seg, 14 Mai, 08h42

LONDRES (Reuters) - O aquecimento global vai criar pelo menos 1 bilhão de refugiados até 2050, porque a falta de água e as deficiências de safras expulsarão as pessoas das suas casas, desencadeando guerras pelo acesso a recursos, disse uma importante entidade humanitária na segunda-feira.
Em um relatório intitulado "Fluxo humano: A verdadeira crise da migração", a Christian Aid disse que, já que o mundo desenvolvido foi responsável pela maior parte da poluição que altera o clima, ele deveria arcar com a maior parte dos gastos com a ajuda aos mais afetados -- os pobres.
"Acreditamos que a migração forçada é atualmente a ameaça mais urgente enfrentada por pobres nos países em desenvolvimento", disse John Davison, que coordenou o estudo.
Os cientistas prevêem que as temperaturas médias vão subir entre 1,8 e 3 graus neste século por causa das emissões de gases do efeito estufa, principalmente pela queima de combustíveis fósseis, causando inundações e ondas de fome e colocando milhões de vidas em risco.
O Painel Intergovernamental Sobre a Mudança Climática diz que até 2080 até 3,2 bilhões de pessoas -- um terço da população do planeta -- enfrentará escassez de água, até 600 milhões enfrentarão escassez de alimentos, e até 7 milhões vão enfrentar inundações costeiras.
"Estimamos que, se não for feita uma forte ação preventiva entre agora e 2050, a mudança climática vai empurrar o número de deslocados globalmente para pelo menos 1 bilhão", disse o relatório da Christian Aid.
Especialistas em segurança temem que o fluxo de migrantes forçados alimente não só conflitos já existentes, como crie novos, em algumas das partes mais pobres e desvalidas do mundo, justamente as menos equipadas para lidar com eles, segundo o texto.
"Um mundo de muito mais Darfurs é o pesadelo cada vez mais provável", disse o relatório, citando a região do oeste do Sudão onde segundo a ONU pelo menos 200 mil pessoas foram mortas e 2 milhões expulsas de suas casas nos últimos anos.
Embora muitos desses refugiados climáticos devam cruzar fronteiras -- tornando-se um problema nacional -, muitos milhões de outros não conseguiriam sair de seus países, e por isso permaneceriam praticamente invisíveis ao resto do mundo, afirmou o relatório.
"Esses refugiados internos não têm direitos sob a lei internacional e não têm voz oficial", disse o relatório. "Suas condições de vida devem ser desesperadas, e em muitos casos suas vidas estarão em perigo."
A Christian Aid disse que a Colômbia está atrás apenas do Sudão no número de refugiados internos. Muitos deles foram forçados a fugir pela guerra civil, mas o número agora está sendo aumentado pelos que são expulsos de suas terras devido ao avanço do cultivo da palma, usada na produção de biocombustíveis

19 de mai. de 2007

O BRÓCILIS QUEM DIRIA, VAI SALVAR VIDAS



Cientistas buscam superbrócolis contra o câncer

Brócolis é fonte privilegiada de sulforafane
Cientistas britânicos estão desenvolvendo superbrócolis que eles acreditam que vão ajudar as pessoas a evitar o câncer.
Já se sabe que os brócolis possuem propriedades anticancerígenas, mas os pesquisadores do Insituto de Pesquisa sobre Alimentos, de Norwich, descobriram que características genéticas de algumas pessoas podem minimizar a proteção que elas recebem do vegetal.
Isto pode ser evitado, segundo os cientistas, pela criação de brócolis que contenham uma concentração maior de sulforafane, a substância responsável pelo efeito anticâncer.
O instituto espera que a técnica para conseguir isto esteja desenvolvida no prazo de três anos, mas até lá eles recomendam que as pessoas optem por comer uma grande variedade de verduras, não se resumindo aos brócolis.
O gene que falta
O coração do problema parece ser um gene chamado GSTM1, que metade das pessoas não possui, de acordo com o cientista Richard Mithen, que lidera a pesquisa.
“Alguns indivíduos que não têm o gene parecem receber menos proteção contra o câncer”, diz Mithen.
“Nossos estudos sugerem que isto pode ocorrer porque, se você não tem o gene, não consegue reter a sulforafane em seu corpo. Tudo é eliminado em algumas horas”, explica o cientista.
“Mas, se você consumir grandes quantidades de brócolis, ou brócolis com maiores níveis de sulforafane, como os superbrócolis, você pode ser capaz de reter tanto sulforafane no organismo quanto as pessoas que têm o gene.”
Os brócolis pertencem à mesma família do repolho, da couve flor e da couve de Bruxelas.

CÂNCER E PRÓSTATA,QUEM ESTA MENTINDO ??



Estudo dos EUA questiona teste de câncer de próstata

O câncer na próstata é uma das doenças que mais mata homens
Um dos testes mais usados para detectar câncer na próstata, conhecido como exame de PSA, não aumenta as chances de sobrevida dos pacientes, de acordo com uma pesquisa da Escola de Medicina de Yale, nos Estados Unidos.
O estudo americano, publicado pela revista especializada Archives of Internal Medicine desta semana, acompanhou mil pacientes e concluiu que o número de mortes entre homens que fizeram o teste é semelhante ao do grupo dos que não fizeram.
No entanto, o chefe da equipe de cientistas, John Concato, afirmou que os homens não devem evitar o teste por causa dessa pesquisa.
"A questão não é tão simples. O que deveria ser reconhecido é que existe uma incerteza considerável quanto à utilidade dos exames de PSA em homens saudáveis, e as limitações deveriam ser discutidas entre paciente e médico."
O teste mede os níveis no sangue de uma proteína que é um antígeno específico da próstata (PSA). Essa taxa normalmente sobe quando o paciente tem câncer.
Teste falho
No entanto, a taxa de PSA no sangue pode subir por causa de um aumento benigno na próstata, ou por infecções na glândula.
O exame tampouco dá aos médicos qualquer indicação sobre a agressividade do suposto tumor.
Os pesquisadores americanos descobriram que a combinação dos testes de PSA e um exame digital produz resultados ainda menos confiáveis.
O médico Chris Hiley, da ONG britânica Prostate Cancer Charity, afirmou que ainda são necessários mais estudos para confirmar ou não o valor dos exames de PSA.
"Essa pesquisa indica que deveríamos estar olhando em outras direções para achar um teste eficaz, que detecte casos de câncer de próstata que podem matar se permanecerem indetectados", disse Hiley.
O médico afirma que a ONG britânica está pressionando o governo da Grã-Bretanha a organizar uma conferência internacional sobre métodos de detecção de câncer na próstata para que sejam identificadas as pesquisas mais produtivas nessa área.
O câncer de próstata é uma das doenças que mais matam homens em todo o mundo.

PIMENTA E CÂNCER TUDO VER..





Vitamina E pode prevenir câncer de próstata, diz estudo


Pimentões são ricos em vitamina E
A vitamina E pode prevenir o câncer de próstata, sugere um estudo do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos.
Os pesquisadores observaram cem homens com câncer de próstata e 200 que não tinham a doença e compararam as quantidades de vitamina E encontradas na corrente sanguínea de cada um deles, antes e depois de tomar suplementos.
O experimento revelou que os homens que tinham altos níveis de alfa tocoferol (forma natural da vitamina E) tinham 53% menos chances de desenvolver câncer de próstata.
A equipe do instituto americano também analisou os efeitos da gama tocoferol, outro tipo de vitamina E que representa apenas 20% da substância no sangue.
O gama tocoferol também reduziria os riscos de contrair a doença, mas em menor intensidade do que a alfa tocoferol, 39%.
Dieta saudável
Com base nessa observação, os especialistas concluíram que é melhor que os homens ingiram a vitamina diretamente de alimentos do que tomem suplementos.
As melhores fontes naturais de vitamina E são sementes de girassol, espinafre, amêndoas e pimentões.
Esses alimentos têm um tipo de alfa tocoferol facilmente absorvível.
O estudo foi apresentado durante o encontro anual da Associação Americana para Pesquisas sobre Câncer, em Orlando.
Tim Key, da instituição Cancer Research UK, concorda com os efeitos benéficos da vitamina E, mas disse que ainda é cedo para dizer que a substância reduz o risco de câncer de próstata.
"Alimentos naturalmente ricos em vitamina E como nozes, sementes, óleos vegetais e verduras podem ser recomendados como parte de uma dieta saudável, mas as provas existentes não são suficientes para defender o uso de suplementos de vitamina E para reduzir o risco de câncer de próstata."
Um outro estudo, feito na Universidade do Texas, vinculou a ingestão de vitamina E à prevenção do risco de câncer de bexiga.
O estudo consistiu em perguntar a mil pacientes o que eles comiam e estimar a quantidade dos dois tipos de vitamina E obtidos por meio de dieta e suplementos.
A conclusão foi que os que tinham uma dieta rica em vitamina E diminuíam em 42% as suas chances de contrair a doença. No caso dos que tinham uma dieta rica em vitamina E e tomavam suplementos, o risco baixava 44%.
No entanto, quando os dois tipos foram isolados, constatou-se que o gama tocoferol não oferecia nenhuma proteção contra o câncer de bexiga.