19 de mai. de 2007

CÂNCER E SOBREVIVENCIA HOJE..



Taxas de sobrevivência a câncer dobraram em 30 anos, diz estudo

ONG britânica anunciou dez metas para combater o câncer até 2020
As taxas de sobrevivência de todos os tipos de câncer quase dobraram nos últimos 30 anos na Inglaterra e no País de Gales, segundo cálculos de cientistas britânicos.
Os pesquisadores da London School of Hygiene and Tropical Medicine constataram que a chance de sobrevivência de dez anos após o diagnóstico da doença subiu para uma média de 46,2%. Três décadas atrás, essa média era de 23,6%.
Já a chance de sobrevivência de cinco anos após o diagnóstico aumentou de uma média de 28%, há trinta anos, para os atuais 49,6%.
Os pesquisadores constataram também um aumento na taxa de sobrevivência de algumas doenças específicas no mesmo período: câncer de mama (de 54% para 79%), próstata (de 34% para 61%) e cólon (de 27% para 46%).
Metas
"Nós geralmente não usamos uma estatística de sobrevivência geral para câncer, em parte porque não é um número útil para pacientes individuais de câncer ansiosos por saber quais são as suas chances", disse o professor Michel Coleman, que coordenou o estudo.
O estudo foi divulgado para dar impulso ao lançamento de uma campanha na Grã-Bretanha que visa aumentar ainda mais as taxas de sobrevivência a câncer.
A campanha, da ONG britânica Cancer Research, estabelece dez objetivos para a Grã-Bretanha a serem alcançados até 2020. As metas são:
75% da população devem saber como reduzir o risco de câncer
O número de fumantes deve cair de 12 milhões para 8 milhões
Reduzir número de pessoas com câncer abaixo de 75 anos de um a cada quatro para um a cada cinco
Diagnosticar a doença mais cedo
Ter conhecimento detalhado das causas do câncer em dois terços dos casos
Melhores tratamentos com menos efeitos colaterais
Maior taxa de sobrevivência, com dois terços dos pacientes vivendo por cinco anos após o diagnóstico
Priorizar as áreas mais pobres - as taxas de mortalidade são maiores em 70% entre os homens e 41% entre mulheres comparadas com as regiões mais ricas
Fornecer as informações necessárias aos pacientes
Continuar a luta contra o câncer após 2020

EGITO..A PRAGA

Egito registra 13ª morte causada pela gripe aviária no país

Uma mulher de 37 anos morreu no Egito em decorrência da gripe aviária e se tornou a 13ª pessoa morta por causa da doença no país.
Nadia Abdel Hadez era moradora de Fayyoum, região de criação de frangos do Egito. Há relatos de que ela mantinha uma criação de galinhas em sua casa.
O Egito registra o maior número de casos de gripe aviária fora da Ásia. A maior parte das pessoas infectadas morreu.
A morte é a segunda ocorrida neste mês em Fayyoum. O vírus foi detectado em 19 das 26 províncias egípcias.
Das 13 pessoas mortas no Egito pela gripe aviária, 12 eram mulheres. No país, grande parte das granjas é administrada por mulheres.
Amostras da Indonésia
A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou recentemente que duas pessoas mortas no Egito haviam contraído uma variação moderada da gripe aviária que apresenta alguma resistência ao antibiótico Tamiflu.
Mais de 80 pessoas já morreram de gripe aviária desde o surgimento da doença em dezembro de 2003. A maior parte dos óbitos aconteceu no sudeste asiático.
Nesta sexta-feira, a Indonésia anunciou que vai dividir suas amostras de vírus da gripe aviária com a OMS, voltando atrás em uma decisão tomada anteriormente.
Um porta-voz do governo disse que a Indonésia estava resumindo a cooperação com a instituição depois de receber garantias de que seus dados seriam protegidos, além de ter acesso privilegiado a vacinas a serem desenvolvidas contra a doença.
Na semana passada, a Indonésia assinou um tratado com uma fabricante americana de remédios. A indústria recebeu acesso exclusivo às amostras indonésias em troca de ajuda na produção de vacinas.

A GRIPE QUE MATA..A AVIÁRIA

Gripe aviária mata 2,6 mil perus na Grã-Bretanha

As carcaças dos perus mortos foram mantidas em um contêiner
Testes de um laboratório britânico confirmaram a presença da variante mais mortal do vírus da gripe aviária, o H5N1, nas amostras de 2,6 mil perus que morreram na Grã-Bretanha.
Essa mutação do vírus pode contaminar seres humanos. O ministério britânico para o Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais afirmou que as outras 159 mil aves na fazenda agora terão que ser sacrificadas.
Uma equipe de veterinários foi convocada às pressas para a fazenda Bernard Matthews, na região britânica de Suffolk, na quinta-feira à noite.
Uma nota oficial da Comissão Européia – o poder Executivo europeu – fixou uma zona de proteção de três quilômetros ao redor da fazenda e uma zona de vigilância de dez quilômetros.
"Outros testes para identificar o vírus ainda estão em andamento e visam a confirmar se ele é ou não da variedade asiática", diz o comunicado.
'Risco baixo'
"Controles de movimento rigorosos foram implementados, as aves devem ser mantidas em cativeiro e foi proibida a aglomeração de aves de corte e outros tipos, além de um reforço nas medidas de biosegurança na fazenda."
Um representante do ministério britânico disse que o risco de disseminação do vírus para humanos é baixo e ressaltou que não há motivos para pânico.
Os 2.617 perus da fazenda morreram entre 30 de janeiro e 1º de fevereiro.
Em maio do ano passado, mais de 50 mil galinhas foram sacrificadas depois de uma epidemia de gripe aviária provocada pela variante H7 do vírus em fazendas da região de Norfolk, vizinha a Suffolk.
Um trabalhador da fazenda chegou a ser contaminado pelo vírus e teve de sofrer tratamento para uma infecção nos olhos.
Em março passado, um cisne selvagem foi encontrado morto na Grã-Bretanha. Testes confirmaram a presença da variante H5N1 do vírus, que já matou mais de 160 pessoas em todo o mundo desde 2003.

GRIPE AVIÁRIA

China sacrifica 53 mil aves em novo registro de gripe aviária

As autoridades chinesas estão vacinando bilhões de aves no país
Mais de 11 mil aves morreram em um vilarejo na China contaminadas pelo vírus H5N1 da gripe aviária, anunciou o Ministério da Agricultura do país.
A nova epidemia da doença na província de Hunan foi confirmada pelo governo chinês.
Segundo as autoridades locais, 53 mil aves foram sacrificadas e a epidemia estaria agora sob controle.
O último caso de gripe aviária no país havia sido registrado em março, quando galinhas morreram em um mercado perto de Lhasa, no Tibet. Não houve relatos de contágio em humanos.
Contaminação
Milhares de aves já foram sacrificadas na China por causa da gripe aviária e 15 pessoas morreram contaminadas pelo vírus H5N1.
As autoridades chinesas estão vacinando bilhões de aves no país até o final deste mês em função da migração dos animais no verão.
Desde que o vírus ressurgiu na Ásia em 2003, mais de 180 pessoas morreram ao redor do mundo. O país mais afetado foi a Indonésia, com mais de 70 mortes.
Cientistas temem que o vírus possa mutar para uma forma que pudesse ser transmitido entre humanos, levando a uma epidemia e possivelmente colocando milhares de vidas sob risco.

18 de mai. de 2007

EXPLORAÇÃO SEXUAL

Sexta, 18 de maio de 2007, 17h06

PRF identifica 1.918 pontos de exploração sexual

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou, nesta sexta-feira, um novo mapa da exploração sexual infanto-juvenil nas estradas brasileiras. Este ano foram identificados 1.918 pontos considerados vulneráveis à ocorrência de casos de violência sexual contra crianças e adolescente ao longo dos mais de 60 mil km de rodovias federais.


O levantamento aponta que os locais mais críticos são pátios de postos de combustíveis, bares, restaurantes e prostíbulos situados à margem das rodovias. Em comparação a 2006, quando haviam sido mapeados 1.222 pontos, há um aumento de mais de 55%.

O Estado que aparece com o maior número de pontos é Minas Gerais, com 290, 100 a mais que no ano passado. Em segundo lugar vem o Rio Grande do Sul, onde foram identificados 217 locais de risco de exploração sexual de crianças e adolescentes, número quatro vezes maior que o de 2006, quando foram mapeados 52 pontos.

Em seguida, com 143 pontos vulneráveis, vem o Mato Grosso do Sul. No ano passado, a PRF havia identificado no Estado 101 locais de risco de violência sexual infanto-juvenil.

Segundo o chefe de comunicação social da PRF, inspetor Alexandre Castilho, o aumento de pontos mapeados este ano em relação a 2006 não significa necessariamente que o problema tenha se agravado no País. Ele explicou que o número cresceu porque a estrutura da PRF para realizar o levantamento é maior, tanto em termos de policias como de conhecimento.

"Estudos passados ofereciam bastante subsídios para as ações repressivas e preventivas, mas talvez não estivessem tão próximos dos números reais. Cada dia mais, cada vez que a PRF solta uma nova edição desse estudo, certamente os números são mais próximos da realidade e podem garantir ainda mais precisão na identificação desses pontos", disse Castilho.

O inspetor explicou também que não é possível afirmar que Minas Gerais seja o Estado onde o problema seja mais grave, embora o número de pontos considerados de risco seja maior. Segundo ele, Minas Gerais também é a unidade federativa com a maior malha viária do País, com mais de 10 mil km de estradas federais.

Castilho destacou que o mapeamento tem o objetivo de orientar ações preventivas e repressivas da PRF. Segundo ele, em este ano o órgão encaminhou 65 crianças e adolescentes em situação de risco aos conselhos tutelares. No ano passado, 127 foram levados às redes de proteção.

Ele disse que o levantamento também ajudará a planejar a atuação de parceiros como a Secretaria Especial dos Direitos Humanos e a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e a Organização Internacional do Trabalho.